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segunda-feira, 14 de março de 2011

Experiências Internacionais: Irlanda


O segundo post da noite foi uma contribuição do aluno do 3º semestre de Relações Internacionais na Belas Artes, Danilo Silva. Recentemente ele fez um intercâmbio na Irlanda e o roubo de seu passaporte esta acarretando em um experiência jurídica internacional muito interessante, espero que gostem!




Vou contar minha experiência no exterior. No final de 2010 decidi fazer um intercâmbio de um mês em algum país de língua inglesa para aperfeiçoar minhas habilidades por meio de um curso super intensivo. Meu desejo era ir para a Europa, então minhas opções ficaram entre Inglaterra e Irlanda, mas pelo fato da moeda da inglesa ser consideravelmente mais cara que o euro, resolvi  fugir do destino comum (EUA-INGLATERRA-CANADÁ) e ir para a República da Irlanda (Dublin) em Janeiro.

                                         Irish flag


A Irlanda é um país charmoso, com aproximadamente 4 milhões de habitantes.Meu pacote foi fechado com estadia em casa de família (a qual eu amei!), com todas as refeições inclusas. O meu maior medo foi o de detestar a comida. No fim que apreciei muito a culinária irlandesa; eles também têm costume de comer arroz algumas vezes na semana; comem MUITA batata (purê, batata frita, batata assada, etc), bastante frango e peixe, como o famoso “fish and chips”, que é como se fosse o Big Mac irlandês. 

                Centro de Dublin: polo gastronomico e e de entreterimento no país

A capital irlandesa (Dublin) oferece tudo que uma cidade grande tem em relação a entretenimento  (baladas/“pubs” irlandeses) e cultura (museus, igrejas, bibliotecas), mas ao mesmo tempo,pela arquitetura ser proveniente principalmente da idade média e na cidade ser proibida a construção de prédios altos, o clima e a cidade não fica tão exaustiva e poluída visualmente como São Paulo.O trânsito pela manhã é bem intenso, e o clima é bem frio (geralmente -1 C negativo).

                         ''Temple Bar'' O pub mais antigo da Irlanda - séc XVIII


Um fato relevante a ser destacado por nós internacionalistas é a interpretação da Crise da União Européia em geral após a recessão estadunidense, a qual afetou muito a Irlanda. Devido a crise nos EUA (2008) que levou a falência muitos bancos que estavam presentes na Irlanda, o país foi ligeiramente afetado, e somado aos imensos gastos do governo com a população, por ser marcado como um “welfare state” o país não se encontra em uma condição muito boa para estrangeiros a busca de um trabalho. Fiquei extremamente surpreso ao saber que um irlandês que não trabalha recebe 800 euros por mês, a mesma quantia é recebida por uma mãe que tem um filho até ele completar 18 anos! Detalhe: antes da crise a quantia era de 1200 euros. Protestos manifestados por banners e poemas escritos nas calçadas pelos “homeless” do centro de Dublin nos mostram o quanto a recessão afeta o país; pessoas perdendo suas casas devido ao desemprego, aluguéis abusivos e cortes de verbas pelo governo demarcam um período difícil para a Irlanda.


                 O que mais me surpreendeu na viagem foi a infra-estrutura dos transportes, a educação da população, que é  muito calorosa e receptiva. Vale destacar que um dos motivos principais da Irlanda ter sido minha escolha foi a conhecida “fuga” de brasileiros, por ser um roteiro mais alternativo. Porém, isso não foi real -havia brasileiros por todos os lugares (o que não tornou minha viagem improdutiva, e sim muito bacana de ver como os brasileiros se ajudam lá fora). Conheci a Inglaterra nessa viagem, lá tive uma experiência com a polícia e a justiça inglesa, a qual relatarei no próximo artigo. Minha dica é: fujam do comum, e adotem a Irlanda nos seus planos de viagem ao escolherem um país de língua nativa inglesa para  viajar. Foi uma experiência inesquecível e que me acrescentou muito acadêmico e profissionalmente, pois convivi com pessoas de diversos lugares da Europa, e pude debater temas que abrangem a política e economia interacional, como a polêmica questão do uso da burca na frança, as medidas adotadas como punição nos países do oriente médio e e a crise na Europa (os famosos “Pigs – países em crise).
                      Danilo em uma das inumeras igrejas medievais de Dublin


Essa foi basicamente a experiência do Danilo Silva na Irlanda. Enquanto formatava esse post o Danilo me mandou uma mensagem contando uma novidade:

"Acesso, no dia 24 de fevereiro recebi um email da polícia de Londres referente ao julgamento dos dois rapazes que me roubaram em uma balada do lado da estação do metrô "Charing Cross". Ambos foram presos em flagrante. No dia seguinte por um telefonema da polícia fui convocado a ir ao julgamento final, que ocorrerá no dia 23 de março. O governo inglês cobrirá minhas despesas, estou super ansioso! Em breve escreverei um artigo formal com os documentos anexados.'


BOA NOITE!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Experiências Internacionais:China

2011 chegou trazendo várias novidades e projetos para a ACESSO! Postagens diárias serão feitas aqui no blog e no nosso twitter @ACESSOba . Em breve divulgaremos trabalhos voluntários e a seleção para estagiários. Quem tiver em compartilhar alguma experiência internacional, dar dicas, alguma matéria interessante que leu sobre relações internacionais ou ate mesmo  divulgar o próprio trabalho acadêmico mande para acesso@belasartes.br .

Para começar, temos o texto da aluna da Belas Artes e Diretora de Marketing de Acesso, Daniela Garro Souza ( @daniela_gs ) sobre sua viagem para a China em Julho de 2010.



Olá internacionalistas,

Ano passado os alunos da Belas Artes receberam o convite da Câmara de Comércio Brasil-China ( www.ccibc.com/ ) para passar 1 mês na China, 3 semanas em Beijing na University of International Relations (http://www.uir-cie.com/) estudando mandarim, economia e política e 1 semana em Shangai para participar da Expo Shangai 2010 ( http://en.expo2010.cn/ ).
No pacote de viagem estava incluso: passagens (ida e volta e Beijing-Shangai), curso, estadia na universidade, refeições na universidade e passeios aos finas de semana também com refeições tudo isso por US$5.000,00 .A oportunidade de fazer esse curso, foi uma ótima experiência profissional, mas é óbvio que não sai de lá falando mandarim fluente. Nós aprendemos o básico para sobreviver naquele mês, como falar nosso nome, nossa nacionalidade perguntar preços etc... Quanto as aulas de economia e política, elas foram válidas mas quando fazíamos uma pergunta mas 'profunda' como a questão do trabalho e o descaso do governo chinês com os trabalhadores os professores davam um jeito de fugir do assunto. O campus da universidade era bem amplo, tinham várias quadras esportivas, banco, 3 restaurantes ( a comida é terrível mas disso eu falo mais tarde), lavanderia, mercadinhos, cabeleireiro. Também era perto do metro e sempre passavam taxis na porta.
                                              Sala de aula da URI 
 

Se locomover  em Beijing ou Shangai é relativamente fácil. O metro é muito bem estruturado chega a maior parte da cidade, é barato e seguro. Taxis necessitam maior atenção, existem os taxis falsos (são carros totalmente pretos ) eles cobram mais do que devem, fazem caminhos, longos, e não respeitam os sinais de transito.Os taxis verdadeiros são bons mas é bom ficar atendo, varias vezes o taxista falava que sabia onde era o lugar acabava se perdendo e nos largava no meio da rua. Andar pelas ruas é relativamente seguro (exceto pelas bicicletas é mais perigoso uma delas te atropelar do que um carro, existem pickpockets, mas nenhum de nós foi roubado.

                                              Estação do metrô em Beijing


Quanto a comida era basicamente apimenta, oleosa e sem sal. O povo chinês é muito hospitaleiro, ao perceber que a comida não nos agradava eles procuravam diminuir a pimenta ou servir comidas ''comuns'' ao nosso paladar, como frango (eles tiram os pés porque é uma carne nobre e comem todo o resto inclusive a cabeça) e arroz. Mas era muito difícil, é totalmente diferente do que costumamos comer. Ao chegar ao restaurante da universidade nos deparamos com tartarugas, peixes, enguias todos vivos e esperando para serem devorados por algum chinês faminto. O cheio do restaurante era indescritivelmente ruim por conta desses animais, logo na porta eu respirava fundo e entrava prendendo a respiração. Porém como em qualquer lugar do mundo existe McDonald´s e comida italiana então sobrevivi.

                                           Almoço no restaurante da UIR


Aos finais de semana, tínhamos passeios turísticos programados. Na minha opinião, os melhores foram A Muralha da China e a Wangfunging Street. Na muralha tivemos que ir dois dias, porque no primeiro dia o ar estava tão poluído que não dava pra ver a paisagem, então pagamos um extra para ir num dia de céu claro (esse dia foi maravilhoso). A  Wangfunjing St. é onde tem as carne exóticas eu comi cachorro, escorpião, um bicho do mar (que ate agora eu não sei o que é) e pele de cobra.

                                                               Muralha da China

                                                   Cobra no palito


Agora vamos ao que interessa: VIDA NOTURNA. Qualquer dia da semana tem alguma coisa para se fazer em Beijing e Shangai. De segunda-feira a quinta-feira todas as baladas são de graça, de segunda universitário bebem de graça até as 2 da manhã e de quarta mulheres também bebem de graça até as 2h. Nós íamos quase todos os dias em uma balada chamada VICS , que tocava as melhores musicas (inclusive funk das armas ) e tinha mais estrangeiros.

                                            Balada em Beijing


Expo Shangai foi maravilhoso porém estava um calor de 42ºC (esqueci de falar sobre isso China é um calor insuportável principalmente por conta da poluição). As filas para entrar nos pavilhões do países eram IMENSAS porém se você fosse da nacionalidade do pavilhão cortava fila.
 
                                       Pavilhão do Brasil na Expo Shangai


Bom internacionalistas, minha viagem foi basicamente isso espero que tenham gostado do meu post. E continuem acessando o blog da ACESSO sempre tem novidade por aqui. Até mais.