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segunda-feira, 11 de abril de 2011

SAIBA + Equador

Para aqueles que amam viajar pelo mundo o Equador oferece muitos roteiros interessantes como a Ilha de Galápagos, famosa por ter inspiradado o trabalho de Charles Dawin.



Ilha de Galápagos

A natureza comanda o charme

Um conjunto de 19 ilhas de origem vulcânica cravado no meio do Oceano Pacífico, a 1.000 km da costa equatoriana, bem que poderia se tratar de um arquipélago com clima polinésio, praias badaladas e resorts luxuosos. Graças a Deus (e a Darwin), Galápagos foi em grande parte poupado da ação predatória do homem e hoje mantém características tão especiais de fauna e flora que é visto como o maior playground do mundo para bió­lo­gos, zoólogos e qualquer cientista ou fotógrafo que tenha uma queda por natureza.



Com Charles Darwin como garoto-propaganda não poderia ser diferente. O cientista inglês aportou nas ilhas em 1835 e lá passou cinco semanas observando o comportamento e as características únicas dos animais. Essa visita foi uma das bases para a Teoria da Evolução das Espécies, que revolucionou o conhecimento científico sobre a origem dos animais e sua adaptação ao ambiente em que vivem por meio da seleção natural (os mais aptos sobrevivem e procriam, perpetuando as características ideais para o meio).


É justamente por causa da seleção natural que os animais de Galápagos são tão especiais. Isolados do continente e convivendo com plantas e relevo tão peculiares, passaram por um processo evolutivo único, o que resultou em diversas espécies endêmicas – ou seja, que não existem em nenhum outro lugar do mundo. É o caso de 50% das aves do arquipélago e 90% dos répteis, entre eles a famosa tartaruga gigante.





A tartaruga, maior símbolo de Galápagos, chega a pesar 300 kg e tem vida longuíssima, de 150 a 200 anos. Isso para as cerca de 15 mil que restaram na ilha, sobreviventes da caça predatória que dizimou cerca de meio milhão delas, cuja carne era considerada iguaria em países asiáticos. Hoje há diversos programas de preservação do animal, inclusive na Estação Científica Charles Darwin, na Ilha de Santa Cruz, onde é possível ver espécimes como o solitário George – tartaruga gigante, exemplar único de sua subespécie e que se recusa a procriar.




Conhecer a Estação Científica é um dos muitos passeios ecológicos que o visi­tante pode fazer em Galápagos. A me­lhor forma de visitar as ilhas é por navio, em um dos cruzeiros que partem de Santa Cruz ou San Cristóbal (há pacotes desde o Brasil que custam a partir de US$ 3.000). Desse modo, é possível co­nhecer as principais ilhas sem abrir mão do conforto da cabine da embarcação. Vale ressaltar que um cruzeiro em Galápagos é bem dife­rente de um tradicional: não tem grande estrutura de la­zer nem vida noturna agitada. É, na realidade, uma via­gem de expedição, cujo foco é a observação de aves e animais marinhos.


Os roteiros variam – há versões curtas, de cinco dias pelas ilhas mais próximas (Baltra, Bartolomé, Rábida, Seymor Norte, San Cristóbal e Santa Cruz) e cruzeiros maiores, que incluem as Ilhas Isabela e Fernandina, as únicas com vulcões. Cada pedacinho do arquipélago tem sua especificidade e atração especial, e quem não se cansa de ver animais e paisagens sem igual poderia visitar todas com o maior prazer.



Santa Cruz, uma das quatro ilhas habitadas, é onde fica a maior cidade do arquipélago, Puerto Ayora – a capital do agito, com bares, restaurantes, hotéis, a Estação Científica e cerca de 11 mil habitantes. Fora da cidade, a ilha é ideal para avistar tartarugas gigantes, já que muitas vivem por lá – é também onde fica o Cerro Dragón, frequentado por flamingos e iguanas.




A capital de Galápagos é Puerto Baquerizo Moreno (cerca de 6 mil habitantes), na Ilha de San Cristóbal. Trata-se da ilha mais próxima do continente e, além de possuir estrutura para o turismo (como aeroporto e hotéis), é mais um show de natureza: praias de areia branca exibem preguiçosos leões-marinhos, que parecem posar para fotos sem dar a mínima importância para o homem. Dá pra chegar bem perto deles, o que pode ser emocionante se você for capaz de relevar o desagradável cheirinho dos animais.


Um pouco mais distantes do continente, as Ilhas Fernandina e Isabela não estão nos roteiros mais curtos de navio, mas são tão especiais que existem pacotes focados apenas nelas. Isabela (a maior do arquipélago, com 4.588 km²) possui cinco vulcões ativos, entre eles o gigante Sierra Negra, cuja trilha é o programa mais procurado por ecoaventureiros na ilha. Uma caminhada de 16 km leva até a segunda maior cratera vulcânica do mundo, com diâmetro de 10 mil metros por 9 mil metros? Quando o céu está claro, é possível avistar o interior do vulcão, com paredes rochosas de até 100 metros de profundidade e lava solidificada da última erupção do Sierra Negra, em 2006.

A atividade vulcânica mais recente da ilha foi a erupção do Cerro Azul, ao sul do Sierra Negra, que em junho de 2008 gerou alarme quanto ao impacto que poderia causar nas tartarugas gigantes da região (que escaparam ilesas).




Também em Isabela fica o ponto mais alto de Galápagos, a boca do Vulcão Lobo, que alcança 1.707 metros de altitude (por 1.852 metros de profundidade). A ilha possui um vilarejo com praia, Puerto Villamil, com hotéis simples e pousadinhas para receber turistas.



Já em Fernandina reina o Vulcão La Cumbre, um dos mais ativos do mundo, que entrou em atividade pela última vez em abril de 2009. É a ilha mais jovem do arquipélago, uma mocinha de 700 mil anos, e oferece uma boa mostra de espécies únicas, como as iguanas d’água e o gracioso pinguim-de-galápagos, que chega a até 50 cm de altura.


Todo o arquipélago é perfeito para a apreciação da vida marinha, que pode ser feita por meio de mergulhos ou a bordo de um barco com fundo transparente, de vidro, normalmente oferecido pelos navios de cruzeiro.
Por estar no centro de inúmeras correntes marítimas e misturar águas quentes e frias, Galápagos possui a segunda maior reserva marinha do planeta, atrás apenas da Grande Barreira de Corais australiana.
Dois pontos são especiais para a prática do mergulho: o norte de Santa Cruz, repleto de ilhas menores como Baltra e Seymour Norte, e a distante Genovesa. Em ambas é possível ver, com alguma sorte, além dos cardumes de peixes coloridos, pequenos tubarões, polvos, arraias e iguanas d’água. A Genovesa também é conhecida por abrigar cerca de 200 mil pássaros que voam até a ilha para procriar e fazer a maior algazarra. Há espécies bem curiosas, como o endêmico piquero de pata azul.
Quem viaja com o objetivo de desfrutar a natureza e não está preocupado com luxo e agito, vai encontrar em Galápagos o destino perfeito. Fauna incrível, acessível e emoldurada por praias é o que aguarda aquele que seguir os passos do genial Charles Darwin.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sugestão cultural: 36 Hours in São Paulo Brazil

Boa tarde internacionalistas,
A ACESSO já compartilhou algumas experiências internacionais dos nossos colaboradores, mas não podemos esquecer que a nossa cidade, São Paulo, o destino de muitos estrangeiros em busca de oportunidade de novos negócios e entretenimento.  E é sobre justamente sobre a vida paulistana que se trata o artigo ‘36 Hours in São Paulo, Brazil’. Reportagem publicada no The New York Times em 10 de março, redigida por Seth Kugel.

          The marvelously undulating 38-story Copan apartment building, designed by Oscar Niemeyer.

A CITY of high-rises and traffic jams in a country of rain forests and beaches, São Paulo, South America’s biggest metropolis, is a Brazilian freak of nature, except without the nature. But the city’s flaws — high prices, street crime, incessant drizzle — are no match for its strengths — artistic and business energy, relentless night life. Sometimes, it even manages to turn its flaws into assets, as when celebrated architects take ugly concrete and create post-Brutalist masterpieces, like Isay Weinfeld’s sleek bookstore Livraria da Vila on Alameda Lorena. São Paulo’s 11 million-plus inhabitants do their part by infusing the din with contagious Brazilian energy; those flashing smiles and thumbs-up signs are among the few things the city shares with the rest of the vast country whose booming economy it anchors. 

Friday
3 p.m.
1) GRIMY GLORY
The elite may snap up luxury apartments as far from the heart of the city as possible, but São Paulo’s historic center still bustles with government employees and other office workers who have a nice secret on their hands. Sure, parts of the center could use a rinse in a giant urban bathtub, but much of the former glory is intact, including the city’s most beautiful art museum, the Pinacoteca (Praça da Luz, 2; 55-11-3324-1000; pinacoteca.org.br), housed in a former high school. Don’t miss the adjacent sculpture garden before hopping a subway to São Bento to get lost in the busy street commerce on Rua 25 de Março (25demarco.com.br) and stroll the pedestrian-only streets near the Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112; 55-11-3113-3600; bb.com.br/cultura), a glorious old bank building turned exhibition space, where “Islam: Art and Civilization” is currently showing. 

6 p.m.
2) COCKTAILS OR CAFFEINE?
When the business bustle dies down, make your way past the grand old Teatro Municipal (Rua Líbero Badaró, 377) toward one of the classic works by Brazil’s best-known architect, Oscar Niemeyer: the marvelously undulating 38-story Copan apartment building (Avenida Ipiranga, 200; www.copansp.com.br), now home to a diverse community of residents. Choose your pick-me-up at the ground floor shopping center: a creamy espresso at the old-school, standing-room-only Café Floresta, or a creative caipirinha cocktail at the classy and ballyhooed two-year-old Bar da Dona Onça (55-11-3257-2016; www.bardadonaonca.com.br). 

8 p.m.
3) VERTICAL JUNGLE
Enough grime. Find the nearest ponto de táxi (taxi stand) and flee to upscale Vila Olímpia to dine with the elite at Kaá (Avenida Juscelino Kubitschek, 279; 55-11-3045-0043; kaarestaurante.com.br). Stepping through the barely marked entrance into the Arthur Casas-designed restaurant is like entering an alternative universe. The showstopper is the 4,300-square-foot vertical garden, a wall draped in plant species from the Mata Atlântica — the rapidly disappearing rain forest São Paulo used to be a part of. The contemporary menu — Brie tortellini with fig jam in sage butter, squid stuffed with crayfish and black risotto — is worth the steep price. (Dinner for two with drinks and dessert can approach 300 reais, about $185 at 1.63 reais to the dollar.) 

11 p.m.
4) HOUSE PARTY
In Vila Olímpia, high-end nightclubs come and go, but the conspicuously consuming playboys and the surgically enhanced women they buy Champagne for are, alas, forever. Instead, head to Casa 92 (Rua Cristovão Gonçalves, 92, Largo da Batata; 55-11-3032-0371; casa92.blogspot.com), a new nightspot in what surely must have been the home of someone’s grandmother. As you wander from room to room and through the pleasant outdoor spaces, you might find yourself crashing a birthday party, striking up a caipirinha-fueled conversation or hitting the upstairs dance floor where recently formed couples make out.

Saturday
4 a.m. or 9 a.m.
5) BREAKFAST AND BED
Ending a long night on the town or starting a big day on the town at a padoca (the informal term for bakery) are two mutually exclusive São Paulo traditions. You can do either at Bella Paulista (Rua Haddock Lobo, 354; 55-11-3214-3347; bellapaulista.com), a padoca on steroids where the late-night crowd feasts on everything from pastries (very good) to oversize hot sandwiches (good) to salads (decent) to pizza (not so much). Starting at 7 a.m., there’s also a 26.90-real breakfast buffet, with breads and pastries, fruit, eggs and cold cuts. For a cheaper option, ask your hotel for directions to a neighborhood padoca and order fresh orange juice and a pão na chapa, a roll buttered and grilled until crisp. 

11 a.m.
6) ART RUN
Plan a tour through São Paulo’s energetic gallery scene using the widely available, excellent Mapa das Artes. You might start at funky Choque Cultural (Rua João Moura, 997; 55-11-3061-4051; choquecultural.com.br), a crumbling old house that always has something surprising or provocative, then walk to the slick six-month-old Zipper Galeria (Rua Estados Unidos, 1494; 55-11-4306-4306; zippergaleria.com.br), which features 23 young Brazilian artists. A step up in class is Nara Roesler (Avenida Europa, 655; 55-11-3063-2344; nararoesler.com.br). Then hop a taxi just across the Pinheiros River to Galeria Leme (Rua Agostinho Cantu, 88; 55-11-3814-8184; galerialeme.com), housed in a contemporary São Paulo structure designed by the architect Paulo Mendes da Rocha. Note: those prostitutes hanging out on the nearby street corner are not a performance art installation. 

2 p.m.
7) BIA AWAITS
Saturday is for feijoada, the classic Brazilian dish of black bean stew brimming with every part of a pig you can imagine. Feijoada da Bia (Rua Lopes Chaves, 105; 55-11-3663-0433) is hidden away in a homey setting in the Barra Funda neighborhood (but within walking distance of the Marechal Deodoro subway stop). It’s 62 reais for all you can eat — not cheap, but that includes an easygoing chorinho band, and possibly even free booze: recently, the owner, Bia Braga, has been doling out samples of her new house cachaça, produced by a family distillery in Minas Gerais state. 

8 p.m.
8) THEATER SCENE
The language barrier may make seeing a play untenable, but that doesn’t mean you can’t dive into the hip alternative theater scene around Praça Roosevelt. Mingle with the pre- and post-theater crowd at nearby bars like Rose Velt (Praça Franklin Roosevelt, 124; 55-11-3129-5498; rosevelt.com.br), a cozy spot with quirky décor, like the patch of tiled São Paulo sidewalk on one wall. It carries Colorado-brand pale ale (brewed in São Paulo state), a nice change when the corporate swill you’ll get at most bars around town grows old. 

Sunday
10 a.m.
9) ALL’S FAIR
Weekends bring out lovers of all things vintage to antiques fairs. One of the best starts at 8 a.m. on Sundays at Praça Dom Orione in the Italian neighborhood of Bixiga. It attracts a São Paulo mishmash of gay and straight, old and young, families and couples, all checking out old-fashioned cameras, antique walking canes and posters, and rummaging through piles of bossa nova LPs and vintage clothes. Several antiques stores also line the park to satisfy indefatigable shoppers. 

12:30 p.m.
10) ARTFUL CUISINE
From afar, the red-striped skyscraper known as the Instituto Tomie Ohtake (Avenida Faria Lima, 201; 55-11-2245-1900; institutotomieohtake.org.br) resembles a contemporary tribute to the candy cane, though from street level, its oddball curves and colors become mesmerizing. And the creative range of exhibits inside — including paintings by the nonagenarian Brazilian-Japanese Ms. Ohtake herself — are well worth the trip. But the nearly 10-year-old institute just scored a game-changer: Santinho, a restaurant from the well-regarded chef Morena Leite. Ms. Leite, whose Capim Santo (capimsanto.com.br) has long been a stop for upscale Brazilian cuisine, has put together a super-fresh lunch buffet of gorgeous salads and cold dishes (from quinoa to banana and raisin to tuna tartare mixed with tapioca pearls), main courses (wild duck in blackberry sauce, the Brazilian classic dried beef with abóbora squash) and such desserts as crepe-like tapioca filled with the decadent cocoa-and-condensed-milk dessert called brigadeiro. It’s pricey (58.50 reais on Sundays), but the art is free. 

IF YOU GO
Stay away from business hotels in South Zone neighborhoods like Vila Olímpia or Brooklin — they’re too far from the excitement. Big spenders will be taken care of at the Emiliano (Rua Oscar Freire, 384; 55-11-3069-4369; emiliano.com.br), a top boutique hotel, on luxurious Oscar Freire Street, home to some of the city’s best restaurants and shops. Rooms start at $570 — and there’s that convenient roof helipad.
An unconventional choice for those wanting to stay near the city center (but in a safe neighborhood) is the Hotel Pergamon (Rua Frei Caneca, 80; 55-11-3123-2021; pergamon.com.br), in Baixo Augusta. Pergamon, originally a boutique hotel, has morphed into a spot for small-scale business conferences. But its DNA is unspoiled: the lobby features Brazilian art mostly by artists from the northeast; the rooms have stylish touches, and many have skyline views; and the restaurant serves traditional dishes. Doubles start at 260 reais (about $160).




segunda-feira, 14 de março de 2011

Experiências Internacionais: Irlanda


O segundo post da noite foi uma contribuição do aluno do 3º semestre de Relações Internacionais na Belas Artes, Danilo Silva. Recentemente ele fez um intercâmbio na Irlanda e o roubo de seu passaporte esta acarretando em um experiência jurídica internacional muito interessante, espero que gostem!




Vou contar minha experiência no exterior. No final de 2010 decidi fazer um intercâmbio de um mês em algum país de língua inglesa para aperfeiçoar minhas habilidades por meio de um curso super intensivo. Meu desejo era ir para a Europa, então minhas opções ficaram entre Inglaterra e Irlanda, mas pelo fato da moeda da inglesa ser consideravelmente mais cara que o euro, resolvi  fugir do destino comum (EUA-INGLATERRA-CANADÁ) e ir para a República da Irlanda (Dublin) em Janeiro.

                                         Irish flag


A Irlanda é um país charmoso, com aproximadamente 4 milhões de habitantes.Meu pacote foi fechado com estadia em casa de família (a qual eu amei!), com todas as refeições inclusas. O meu maior medo foi o de detestar a comida. No fim que apreciei muito a culinária irlandesa; eles também têm costume de comer arroz algumas vezes na semana; comem MUITA batata (purê, batata frita, batata assada, etc), bastante frango e peixe, como o famoso “fish and chips”, que é como se fosse o Big Mac irlandês. 

                Centro de Dublin: polo gastronomico e e de entreterimento no país

A capital irlandesa (Dublin) oferece tudo que uma cidade grande tem em relação a entretenimento  (baladas/“pubs” irlandeses) e cultura (museus, igrejas, bibliotecas), mas ao mesmo tempo,pela arquitetura ser proveniente principalmente da idade média e na cidade ser proibida a construção de prédios altos, o clima e a cidade não fica tão exaustiva e poluída visualmente como São Paulo.O trânsito pela manhã é bem intenso, e o clima é bem frio (geralmente -1 C negativo).

                         ''Temple Bar'' O pub mais antigo da Irlanda - séc XVIII


Um fato relevante a ser destacado por nós internacionalistas é a interpretação da Crise da União Européia em geral após a recessão estadunidense, a qual afetou muito a Irlanda. Devido a crise nos EUA (2008) que levou a falência muitos bancos que estavam presentes na Irlanda, o país foi ligeiramente afetado, e somado aos imensos gastos do governo com a população, por ser marcado como um “welfare state” o país não se encontra em uma condição muito boa para estrangeiros a busca de um trabalho. Fiquei extremamente surpreso ao saber que um irlandês que não trabalha recebe 800 euros por mês, a mesma quantia é recebida por uma mãe que tem um filho até ele completar 18 anos! Detalhe: antes da crise a quantia era de 1200 euros. Protestos manifestados por banners e poemas escritos nas calçadas pelos “homeless” do centro de Dublin nos mostram o quanto a recessão afeta o país; pessoas perdendo suas casas devido ao desemprego, aluguéis abusivos e cortes de verbas pelo governo demarcam um período difícil para a Irlanda.


                 O que mais me surpreendeu na viagem foi a infra-estrutura dos transportes, a educação da população, que é  muito calorosa e receptiva. Vale destacar que um dos motivos principais da Irlanda ter sido minha escolha foi a conhecida “fuga” de brasileiros, por ser um roteiro mais alternativo. Porém, isso não foi real -havia brasileiros por todos os lugares (o que não tornou minha viagem improdutiva, e sim muito bacana de ver como os brasileiros se ajudam lá fora). Conheci a Inglaterra nessa viagem, lá tive uma experiência com a polícia e a justiça inglesa, a qual relatarei no próximo artigo. Minha dica é: fujam do comum, e adotem a Irlanda nos seus planos de viagem ao escolherem um país de língua nativa inglesa para  viajar. Foi uma experiência inesquecível e que me acrescentou muito acadêmico e profissionalmente, pois convivi com pessoas de diversos lugares da Europa, e pude debater temas que abrangem a política e economia interacional, como a polêmica questão do uso da burca na frança, as medidas adotadas como punição nos países do oriente médio e e a crise na Europa (os famosos “Pigs – países em crise).
                      Danilo em uma das inumeras igrejas medievais de Dublin


Essa foi basicamente a experiência do Danilo Silva na Irlanda. Enquanto formatava esse post o Danilo me mandou uma mensagem contando uma novidade:

"Acesso, no dia 24 de fevereiro recebi um email da polícia de Londres referente ao julgamento dos dois rapazes que me roubaram em uma balada do lado da estação do metrô "Charing Cross". Ambos foram presos em flagrante. No dia seguinte por um telefonema da polícia fui convocado a ir ao julgamento final, que ocorrerá no dia 23 de março. O governo inglês cobrirá minhas despesas, estou super ansioso! Em breve escreverei um artigo formal com os documentos anexados.'


BOA NOITE!