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domingo, 30 de outubro de 2011

The euro-zone crisis - China to the rescue?

IT WAS only a matter of time before China was heralded as Europe’s escape route from its debt crisis. News that Nicolas Sarkozy, the French president, called Hu Jintao, his opposite number in China, after the crisis summit on October 27th sparked speculation that China might put substantial amounts of money into the debt of troubled euro-zone borrowers. The chatter grew louder when Klaus Regling, the head of the European Financial Stability Facility (EFSF), the euro area’s bail-out fund, visited Beijing a day later. And a poor post-summit Italian bond auction has made the need for a deus ex machina seem even greater.
China certainly has lots of money to invest. its foreign-exchange reserves are reckoned at $3.2 trillion. It trades more with the EU than any other partner. It has exposure to the euro already. How much is not known, but currency analysts suspect that about a quarter of those reserves are already euro-denominated, giving it an incentive to keep the currency strong. It also suits China to play the part of a constructive economic actor.
Then again, we have been here many times before during the euro-zone saga. You can trace the growing seriousness of the crisis by the list of countries that have had talks with the Chinese about investments: first Greece, then Portugal, Spain and now countries at the very core of the euro zone. The pattern to date has always been the same: lots of encouraging rhetoric, perhaps even a little cash, but not enough to meet initial expectations.
There is at least something different on offer now. In the past, investment in euro-zone debt has meant taking on as much risk, and sometimes more risk, than the Europeans themselves have been willing to absorb. No one could ever explain why the Chinese would want to do that. Now China will be able to choose to invest in euro-zone debt that is ensured by the EFSF, or to buy senior tranches of the special-purpose vehicles (SPVs) that the EFSF will capitalise. China would explicitly be taking less risk than the Europeans.
That helps, but probably not enough to deliver a different outcome. The Europeans are taking more risk but that does not mean that they are offering lots of protection to other buyers. And it will take time for these structures to be set up: China will want lots more detail, and to see how the Greek bond swap with private creditors goes, before it commits cash.
Grand political bargains between China and Europe—money in return for more representation at the IMF, or market-economy status—seem wildly improbable. These prizes will eventually come anyway; and weak though parts of Europe are, the EU cannot be seen to trade them too nakedly. Bargaining of this sort would also require both parties to change their positions markedly. China is keen not to be seen as a source of “dumb money”, but requiring big political concessions in return for cash is a pretty clear signal that this is not a commercially attractive investment. As for the euro zone, it can hardly claim that senior Spanish and Italian debt is now safe for institutional investors if it has to horse-trade too hard to get China on board.
That does not mean that Mr Regling’s trip, which now takes him to Japan, is wasted. It is plausible that China will put some money into euro-zone debt alongside other non-European countries. How that money could be used depends a bit on whether it is channelled by the IMF or some other means. One option might be for other governments jointly to invest in a thick junior tranche of an SPV so that private investors would have an even greater cushion protecting them from any losses. A financial vehicle that saw the euro zone take most risk through equity, other governments a bit more through subordinated debt and private-sector investors the least through senior debt is still a long shot. But it is more realistic than expecting China to splash enough cash to save the euro.


fonte: THE ECONOMIST: http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2011/10/euro-zone-crisis-4

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Notícia: Missão comercial projeta US$ 1,5 bilhão em exportações e novos investimentos entre Brasil e China



O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), divulgaram, nesta terça-feira, 12 de abril, os resultados da Missão Comercial à China (Hong Kong e Pequim), que teve início no dia 7 de abril e terminou hoje (12).
No total, as projeções das exportações das empresas que participaram da Missão e de novos investimentos entre Brasil e China superaram US$ 1,5 bilhão.
O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, durante o “Seminário Empresarial Brasil-China: para além da complementaridade”, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo MRE como parte da programação da visita oficial da presidenta Dilma Rousseff à China.
"O total de investimentos chineses no Brasil e a previsão de novas exportações à China anunciados durante a visita da Presidenta confirmam o cenário favorável para essa relação estratégica que pretendemos estabelecer. Sabemos que o consumidor chinês demanda cada vez mais qualidade, e nós queremos ser, também, um parceiro tecnológico e inovador com a garantia de agregar maior valor aos nossos produtos e promover o crescimento da indústria brasileira", afirmou o ministro Fernando Pimentel aos empresários e às autoridades que acompanham as missões, como o ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, e o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.
As mais de 40 empresas e entidades setoriais participantes da missão comercial organizada por MDIC e Apex-Brasil estimam exportações de US$ 120 milhões para os próximos 12 meses. Integraram a comitiva empresários, representantes de entidades, tradings e comerciais exportadoras dos complexos de agronegócios (café, carnes, sucos, alimentos industrializados, vinhos, entre outros) e moda (indústria têxtil e confecções, calçados, componentes para calçados e joias).
Na área de investimentos, também foram divulgados projetos nos setores de tecnologia da informação (TI) e alimentos. Entre os destaques, estão investimentos chineses de US$ 350 milhões em uma planta de processamento de óleo de soja na cidade de Barreiras (Bahia) e de cerca de US$ 300 milhões na construção de uma planta para produção de equipamentos de TI em Goiás. Os dois aportes de recursos foram feitos com apoio do Centro de Negócios da Apex-Brasil em Pequim.
Na área de investimentos diretos na China, a Marfrig, gigante do ramo de carnes, anunciou que investirá US$ 250 milhões na constituição de centros de distribuição no país asiático.
Também foram anunciados diversos acordos que servirão como base para expansão de novos investimentos de promoção das exportações brasileiras à China: parceria entre o Inmetro e o Instituto Nacional de Metrologia da China (NIM) para adaptação e trabalho conjunto de harmonização; busca de oportunidades no setor de energia, liderada pela Eletrobras e a State Grid Corporation of China ; acordo entre a Rede Bandeirantes e a chinesa CCTV para intercâmbio de programas de TV; cooperação técnica entre a Petrobras, a SinoChem e a Sinopec; e venda de 10 aviões E-190 da Embraer para a China South.
A missão
Em Hong Kong, entre os dias 7 e 9 de abril, a comitiva brasileira participou de várias rodadas de negócios com potenciais compradores chineses e empresas com sede em países do sudeste asiático (Tailândia, Vietnã, Cingapura, Indonésia e Malásia). As entidades conheceram o Hong Kong Trade and Development Council (HKTDC) e fizeram visitas técnicas ao porto de Hong Kong, um dos mais importantes do mundo, e a um supermercado, onde os brasileiros puderam conhecer de perto as especificidades dos produtos comercializados na região.
Já em Pequim, os empresários brasileiros tiveram a oportunidade de visitar o Centro de Negócios da Apex-Brasil na China, onde assistiram a uma apresentação de João Lemos, da Embraco, empresa brasileira que detém 20% do mercado mundial de compressores para refrigeração e que está presente na China há mais de 15 anos. Na segunda-feira, 11 de abril, a comitiva teve rodadas de negócios com chineses. E, no dia 12, o último da Missão com agenda organizada por Apex-Brasil e MDIC, as empresas se integraram à missão CNI / MRE e assistiram a seminários apresentados por diversos executivos e representantes de governo de Brasil e China, tendo sempre como tema as oportunidades de negócios e investimentos para brasileiros e chineses. A presidenta Dilma Rousseff discursou durante o evento e cumpre programação de viagem à China até o dia 15.
“A Apex-Brasil e o MDIC vêm trabalhando de forma sistemática para transformar em negócios as oportunidades na China, principalmente para produtos de maior valor agregado. Sabemos do grande potencial desse mercado e esperamos que essa Missão contribua para que a parceria comercial entre Brasil e China cresça ainda mais e de forma sustentável”, afirma o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.

Apoio local ao exportador brasileiro na China
Desde maio de 2009, a Apex-Brasil mantém um Centro de Negócios (CN) em Pequim. A estrutura tem como objetivo orientar e apoiar o empresário brasileiro que pretende realizar negócios na China. O CN de Pequim trabalha para promover as exportações e a internacionalização de empresas brasileiras, oferecendo: estudos de inteligência comercial e competitiva, com a elaboração de relatórios de percepção de mercado customizados; promoção de negócios por meio da realização de missões comerciais, feiras, rodadas de negócios e visitas técnicas; e apoio à instalação local, auxiliando a empresa brasileira a abrir uma unidade na China.
O CN de Pequim já atendeu 94 empresas brasileiras, prestando informações sobre como negociar com os chineses, detalhando as oportunidades do mercado, organizando participações em encontros de negócios com os empresários chineses e oferecendo a estrutura física do CN para as empresas brasileiras que desejam manter representante no local.
Além da estrutura do CN de Pequim, a Apex-Brasil vem realizando ações de forma sistêmica e constante no mercado chinês, com vistas a promover as exportações brasileiras para o país asiático. Em 2009, foram realizados seminários de sensibilização em 52 províncias chinesas, com objetivo de mostrar oportunidades de negócios no Brasil. A Apex-Brasil também coordenou a montagem do pavilhão brasileiro na Exposição Universal de 2010 (em Xangai), que recebeu mais de 2 milhões de visitantes. Seminários de divulgação do café e dos calçados brasileiros também foram promovidos pela Agência na China.

Comércio Brasil-China
A China é hoje o principal parceiro comercial brasileiro. Em 2010, o Brasil exportou para os chineses US$ 30,785 bilhões e importou US$ 25,593 bilhões, resultando em superávit de US$ 5,192 bilhões. As vendas externas para a China no ano passado cresceram 46,57% em relação ao montante exportado em 2009 (US$ 21,003 bilhões).
Os principais produtos brasileiros comprados pelos chineses no primeiro bimestre de 2011 foram minérios de ferro não-aglomerados (US$ 2,115 bilhões), óleos brutos de petróleo (US$ 712 milhões), minérios de ferro aglomerados (US$ 319 milhões), pasta química de madeira (US$ 170 milhões), ferronióbio (US$ 82,731 milhões), outros grãos de soja triturados (US$ 52,941 milhões), pedaços e miudezas de galo e galinha congelados (US$ 50,012 milhões), pasta química de madeira para dissolução (US$ 38,938 milhões), veículos aéreos mais pesados (US$ 32,439 milhões) e óleo de soja em estado bruto (US$ 27,134 milhões).

Mais informações para a imprensa:Assessoria de imprensa / Apex-Brasil
55 61 3426-0202
imprensa@apexbrasil.com.br
Assessoria de imprensa / Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
55 61 2027-7198
ascom@mdic.gov.br


FONTE: http://desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=1&noticia=10568 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Noticia: Visita de Estado da Presidenta da República, Dilma Rousseff, à República Popular da China – Pequim, 12 e 13 de abril de 2011

A Presidenta manterá reunião com o Presidente Hu Jintao, na qual será discutido o aprofundamento da Parceria Estratégica sino-brasileira, com foco na ampla agenda bilateral, em particular comércio, investimentos e ciência e tecnologia e em temas da agenda multilateral. 


A Presidenta Dilma Rousseff realizará Visita de Estado à República Popular da China, nos dias 12 e 13 de abril.
Em Pequim, no dia 12 de abril, a Presidenta manterá reunião com o Presidente Hu Jintao, na qual será discutido o aprofundamento da Parceria Estratégica sino-brasileira, com foco na ampla agenda bilateral, em particular comércio, investimentos e ciência e tecnologia e em temas da agenda multilateral. A Presidenta manterá, também, encontros com o Presidente do Comitê Permanente da Assembléia Nacional Popular, Wu Bangguo, e com o Primeiro-Ministro Wen Jiabao, no dia 13 de abril.
A Presidenta Dilma Rousseff abrirá, no dia 12 de abril, o “Diálogo de Alto Nível Brasil-China em Ciência, Tecnologia e Inovação” e encerrará o “Seminário Empresarial Brasil-China: para além da complementaridade”, no qual é esperada a presença de numerosos representantes empresariais brasileiros e da República Popular da China.
Por ocasião da Visita de Estado, deverão ser assinados atos bilaterais nas áreas de ciência e tecnologia, defesa, agricultura, energia, educação, esportes, entre outras. No campo empresarial, serão celebrados atos nos setores de energia, telecomunicações e eletrônica.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil, com intercâmbio de US$ 56 bilhões em 2010, o que representou crescimento de 52,7% em relação a 2009. O saldo comercial foi favorável ao Brasil em 2010, em mais de US$ 5 bilhões. Em 2010, a China foi igualmente o maior investidor estrangeiro no Brasil.
Texto do Plano de Ação Conjunta Brasil-China: clique aqui.
1) Visitas presidenciais Brasil-China:
Presidentes brasileiros:
1984 – Presidente João Figueiredo
1988 - Presidente José Sarney
1995 - Presidente Fernando Henrique Cardoso
2004 - Presidente Lula (maio)
2008 – Presidente Lula (Jogos Olímpicos, agosto)
2009 - Presidente Lula (maio)
Presidentes chineses:
1993 - Presidente Jiang Zemin
2001 - Presidente Jiang Zemin
2004 - Presidente Hu Jintao (novembro)
2010 - Presidente Hu Jintao (abril)
2) Relações diplomáticas: estabelecidas em 1974
3) Parceria estratégica: estabelecida em 1993
4) Comércio bilateral
- No decênio 2000-2010, as trocas comerciais entre o Brasil e a China aumentaram mais de vinte vezes (24,5 vezes). O intercâmbio bilateral cresceu de US$ 2,3 bilhões, em 2000, para US$ 56,4 bilhões, em 2010.
- No primeiro trimestre de 2011, as exportações brasileiras à China somaram US$ 7,14 bilhões, valor 53,5% superior a jan-mar/2010. As importações alcançaram US$ 7,19 bilhões, 36,7% acima de jan-mar/2010.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Notícia: The Trouble With the BRICs

Why it's too soon to give Brazil and India permanent seats on the U.N. Security Council. 

 by Jorge G. Castañeda



As the so-called BRIC countries, Brazil, Russia, India, and China, have grown more and more influential in the world economy, their administrators and myriad pundits have inevitably concluded that they and other rising powers should also become more important actors in global politics. The insistence by Brazil and India for permanent seats on the United Nations Security Council, a similar push by China and Brazil for a greater say on climate change talks and on IMF and World Bank voting shares, and a greater voice for South Africa in all of these arenas are just a few examples of the BRICs' growing boldness.
But as I noted last year in Foreign Affairs, the emerging powers are not ready for prime time. And never has this been clearer than now, with revolution sweeping the Middle East. It is the traditional powers in the West that will determine the international response to this crisis -- not because they are favored by global institutions, but because their word is backed by military and diplomatic weight. In contrast, the world's rising economies lack the ability -- and the values -- to project their power on the world stage.
Let's back up a bit. By now, the growing economic clout of the new regional powers is indisputable. Their political strength, however, is less obvious. And more importantly, their entry into the halls of world governance would not necessarily strengthen the developing international legal regime. These new powers lack the same commitment as the older ones to supranational institutions and universal values such as human rights, the collective defense of democracy, a robust climate change framework, nuclear nonproliferation, and so forth. Hence, permanent seats on the Security Council for Brazil, India, and South Africa, coupled with greater participation by China, Pakistan, Indonesia, and even Mexico in international agencies or bodies, might weaken the very foundations of the liberal democratic order -- although in this regard, their entrance would also make international bodies more globally representative.
But in recent discussions about what should be done in Libya -- as well as in other potential trouble spots in the Arab world -- yet another weakness is laid bare. In addition to generally not wanting to intervene on humanitarian grounds or in defense of democracy or human rights, the "new powers" lack … power. Despite China's and Brazil's military and naval buildup, and India's and Pakistan's possession of nuclear weapons, they still lack the ability to project power the way that countries such as France and Britain can when NATO or the U.N. Security Council so decide. One can agree with such interventions or oppose them, but at this juncture only countries such as these and the United States have the wherewithal to actually do something in crises such as Libya. 
The BRICs are self-consciously aware of these weaknesses, and they are working hard to change. Despite being former Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva's handpicked candidate, Brazil's new leader, Dilma Rousseff, has partly reneged on some of Lula's more questionable foreign-policy postures. She has explicitly pulled back from Brazil's futile and incomprehensible venture -- hand in hand with Turkey -- into the nuclear proliferation conflict between Iran and the P5+1 countries. Roussef has committed Brazil to denouncing human rights violations wherever they occur (probably excluding Cuba and Venezuela, but not Iran any longer). More importantly, Brazil, as a nonpermanent member of the Security Council, voted in favor of Resolution 1970, which imposed sanctions on Libya for the wanton killing of civilians in its ongoing civil war. Brazil's stand on a Security Council resolution imposing a no-fly zone over Libya remains ambiguous, but it seems far more forward-looking than traditional Itamaraty "anti-interventionism."
A similar shift may be occurring with China. Beijing went along with stiffer sanctions against Iran last year and did not veto the Libya resolution. It has apparently opposed a new stance by the Security Council on the no-fly zone, but it appears that the tougher resistance comes from Russia. (One can hardly consider Vladimir Putin's Russia as an emerging power after the Cold War and its full-fledged status as a hegemon, albeit a relatively short-lived one.) Yet even Russia may eventually go along with a tougher U.N. stance than Resolution 1970 and might even approve some form of humanitarian or pro-democracy engagement.
The real issue, though, remains that only the United States, France, and Britain really count in the Arab world crisis. Only the U.S. military was able to nudge the Egyptian Army into edging Hosni Mubarak out of power (obviously thanks to the popular movement in the street, but Qaddafi has shown that jasmines and chants are not sufficient). Only the French government, after much hesitation and several false starts, was finally able to convince Tunisian ruler Zine el-Abidine Ben Ali to leave, and largely because the military abandoned him. And if a no-fly zone is imposed or a humanitarian intervention does take place in Libya, only the United States and NATO will be able to enforce it.
All of which brings us back to square one. The emerging economies may catch up with the older, more developed ones sooner than expected. And they are certainly insistent on conquering the political equivalent of their economic surge. But for the moment, they lack the necessary commitments to the liberal order as well as the ability to project their rising power. Are the new powers willing to fully accept and contribute to the evolving international legal regime on issues such as human rights, collective defense of democracy, trade, climate change, or nonproliferation? Are they committed -- even if Washington is not -- to the International Criminal Court, the Doha round of trade talks, the U.N. Human Rights Council, the International Atomic Energy Agency, and new, more enlightened stances by the IMF and World Bank? Can they eventually begin to assume their responsibilities in U.N. peacekeeping operations (Brazil and India have; South Africa and China are beginning)?
Given the progress that has been made in recent months, scant as it may be, it would seem that a virtuous, non-Faustian pact may be struck with the emerging powers: a seat at the table in exchange for a full-fledged commitment to the agreements, covenants, and deals cut before they arrived, regardless of recurrent noncompliance with all of these structures by the countries that originally created them. The more China, India, Brazil, South Africa, Mexico, Pakistan, and others meet these standards, the more welcome they should be to the inner councils of world governance. Next year, Mexico will chair the G-20 for six months: This will be a fine opportunity to see whether the emerging powers are finally coming of age.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Experiências Internacionais:China

2011 chegou trazendo várias novidades e projetos para a ACESSO! Postagens diárias serão feitas aqui no blog e no nosso twitter @ACESSOba . Em breve divulgaremos trabalhos voluntários e a seleção para estagiários. Quem tiver em compartilhar alguma experiência internacional, dar dicas, alguma matéria interessante que leu sobre relações internacionais ou ate mesmo  divulgar o próprio trabalho acadêmico mande para acesso@belasartes.br .

Para começar, temos o texto da aluna da Belas Artes e Diretora de Marketing de Acesso, Daniela Garro Souza ( @daniela_gs ) sobre sua viagem para a China em Julho de 2010.



Olá internacionalistas,

Ano passado os alunos da Belas Artes receberam o convite da Câmara de Comércio Brasil-China ( www.ccibc.com/ ) para passar 1 mês na China, 3 semanas em Beijing na University of International Relations (http://www.uir-cie.com/) estudando mandarim, economia e política e 1 semana em Shangai para participar da Expo Shangai 2010 ( http://en.expo2010.cn/ ).
No pacote de viagem estava incluso: passagens (ida e volta e Beijing-Shangai), curso, estadia na universidade, refeições na universidade e passeios aos finas de semana também com refeições tudo isso por US$5.000,00 .A oportunidade de fazer esse curso, foi uma ótima experiência profissional, mas é óbvio que não sai de lá falando mandarim fluente. Nós aprendemos o básico para sobreviver naquele mês, como falar nosso nome, nossa nacionalidade perguntar preços etc... Quanto as aulas de economia e política, elas foram válidas mas quando fazíamos uma pergunta mas 'profunda' como a questão do trabalho e o descaso do governo chinês com os trabalhadores os professores davam um jeito de fugir do assunto. O campus da universidade era bem amplo, tinham várias quadras esportivas, banco, 3 restaurantes ( a comida é terrível mas disso eu falo mais tarde), lavanderia, mercadinhos, cabeleireiro. Também era perto do metro e sempre passavam taxis na porta.
                                              Sala de aula da URI 
 

Se locomover  em Beijing ou Shangai é relativamente fácil. O metro é muito bem estruturado chega a maior parte da cidade, é barato e seguro. Taxis necessitam maior atenção, existem os taxis falsos (são carros totalmente pretos ) eles cobram mais do que devem, fazem caminhos, longos, e não respeitam os sinais de transito.Os taxis verdadeiros são bons mas é bom ficar atendo, varias vezes o taxista falava que sabia onde era o lugar acabava se perdendo e nos largava no meio da rua. Andar pelas ruas é relativamente seguro (exceto pelas bicicletas é mais perigoso uma delas te atropelar do que um carro, existem pickpockets, mas nenhum de nós foi roubado.

                                              Estação do metrô em Beijing


Quanto a comida era basicamente apimenta, oleosa e sem sal. O povo chinês é muito hospitaleiro, ao perceber que a comida não nos agradava eles procuravam diminuir a pimenta ou servir comidas ''comuns'' ao nosso paladar, como frango (eles tiram os pés porque é uma carne nobre e comem todo o resto inclusive a cabeça) e arroz. Mas era muito difícil, é totalmente diferente do que costumamos comer. Ao chegar ao restaurante da universidade nos deparamos com tartarugas, peixes, enguias todos vivos e esperando para serem devorados por algum chinês faminto. O cheio do restaurante era indescritivelmente ruim por conta desses animais, logo na porta eu respirava fundo e entrava prendendo a respiração. Porém como em qualquer lugar do mundo existe McDonald´s e comida italiana então sobrevivi.

                                           Almoço no restaurante da UIR


Aos finais de semana, tínhamos passeios turísticos programados. Na minha opinião, os melhores foram A Muralha da China e a Wangfunging Street. Na muralha tivemos que ir dois dias, porque no primeiro dia o ar estava tão poluído que não dava pra ver a paisagem, então pagamos um extra para ir num dia de céu claro (esse dia foi maravilhoso). A  Wangfunjing St. é onde tem as carne exóticas eu comi cachorro, escorpião, um bicho do mar (que ate agora eu não sei o que é) e pele de cobra.

                                                               Muralha da China

                                                   Cobra no palito


Agora vamos ao que interessa: VIDA NOTURNA. Qualquer dia da semana tem alguma coisa para se fazer em Beijing e Shangai. De segunda-feira a quinta-feira todas as baladas são de graça, de segunda universitário bebem de graça até as 2 da manhã e de quarta mulheres também bebem de graça até as 2h. Nós íamos quase todos os dias em uma balada chamada VICS , que tocava as melhores musicas (inclusive funk das armas ) e tinha mais estrangeiros.

                                            Balada em Beijing


Expo Shangai foi maravilhoso porém estava um calor de 42ºC (esqueci de falar sobre isso China é um calor insuportável principalmente por conta da poluição). As filas para entrar nos pavilhões do países eram IMENSAS porém se você fosse da nacionalidade do pavilhão cortava fila.
 
                                       Pavilhão do Brasil na Expo Shangai


Bom internacionalistas, minha viagem foi basicamente isso espero que tenham gostado do meu post. E continuem acessando o blog da ACESSO sempre tem novidade por aqui. Até mais.