segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Notícia: Brasil é o quarto país mais confiante para o consumo no mundo

     
     O Brasil é o 4º país no ranking sobre confiança do consumidor no terceiro trimestre de 2011, segundo pesquisa da Nielsen. A Índia, apesar de um declínio de cinco pontos, se mantém na primeira posição, com um índice de 121, seguida pela Arábia Saudita (120), Indonésia (114), Brasil, com 112, Filipinas (112), Tailândia (109), Emirados Árabes Unidos (105), China (104), Hong Kong (104) e Malásia (101). A Hungria (37) classificou-se como o país mais pessimista, ao lado de Portugal (40), Coreia do Sul, Romênia e Croácia (49).

     A Pesquisa Global Online da Confiança do Consumidor da Nielsen foi realizada entre 30 de agosto e 16 de setembro de 2011 e entrevistou mais de 28 mil consumidores em 56 países na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio, África e América do Norte.
     Os outros integrantes do BRIC, China (104) e Rússia (89) ficaram atrás do Brasil. Na América Latina, o país continua líder, na frente de Venezuela (75), Chile (85) e Argentina (88), que reportaram declínio na confiança. A Colômbia aumentou um ponto, chegando a 90, e o México, três pontos, atingindo 83. O Peru manteve-se estável, com um índice de 99. O continente está entre as regiões mais confiantes do mundo, com 97, ao lado da Ásia, e com um crescimento de 6 pontos, principalmente pelo desempenho nacional.
     Os brasileiros são os mais confiantes do ranking em suas finanças pessoais: 78% acreditam que sua situação financeira é excelente ou boa, enquanto os indianos, líderes na avaliação geral, aparecem bem próximos, com 77%. A média global neste quesito é de apenas 50%. A Ásia e a América Latina aparecem com os melhores índices entre as regiões, de 56% e 55%, respectivamente. Já a Europa, com 38%, e a América do Norte, com 43%, atingem os menores resultados.
Com relação às perspectivas de emprego, os países asiáticos (56%) ainda lideram, com destaque para a Índia, com 81% dos entrevistados. O resultado do Brasil, no entanto, não é muito abaixo, com 70%. O brasileiro também prefere gastar a economizar. Enquanto a média global mostra que a principal escolha é pela economia (46%), no Brasil esta é apenas a terceira opção do que fazer com o dinheiro excedente. O entretenimento fora de casa é a preferência dos consumidores brasileiros, com 42%, seguido pelo pagamento de dívidas, que já alcançou 34%.
     Ao contrário do resultado global, o brasileiro não tem a economia (18%) e a estabilidade de emprego (14%) como as maiores preocupações. O primeiro lugar nacional ficou com saúde, seguida por equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, economia, em terceiro lugar, e as dívidas, em quarto.
     As nações européias continuam entre as mais pessimistas, particularmente Portugal (40), Irlanda (64), Grécia (51) e Espanha (56), cada um reportando índices de confiança do consumidor bem abaixo da média europeia de 74. A maior queda foi de 13 pontos, na França, que atingiu 56.

sábado, 5 de novembro de 2011

NYT: Leader Is Dead, but Danger Still Seen in Colombian Rebels

RIO DE JANEIRO — The Friday bombing raid by Colombian security forces that killed the top commander of the country’s largest guerrilla group dealt what may be the most severe blow yet to the resilient insurgency. But Colombian security experts cautioned that the four-decade-old rebel group could still have the capacity to fight back and regroup.


Elite Colombian forces had been hunting Alfonso Cano, 63, for three years since he had ascended to the top of the Revolutionary Armed Forces of Colombia, or FARC, following the death in 2008 from a heart attack of Manuel Marulanda, the guerrillas’ legendary leader. Earlier that same year, Colombian forces killed FARC’s second-in-command, Raúl Reyes, in a raid carried out on Ecuadorean soil.
The setbacks suffered by FARC, which also included the killing last year of their field marshal known as Mono Jojoy, form part of a broad weakening of the rebel group during the past decade, with hundreds of its combatants deserting in recent years and its ranks thinning considerably from a peak of an estimated 17,000.
The military operation by some 1,000 soldiers that killed Mr. Cano, a hard-liner who joined FARC after dabbling in university politics in Bogotá, the capital, was code-named “Odyssey,” a word that could also describe Colombia’s long, meandering struggle against FARC, a Marxist-inspired group which has financed itself from the cocaine trade and abductions.
The killing of Mr. Cano in Cauca, a region in southwest Colombia, allowed some in the country to ponder whether FARC was finally being marginalized as a security threat. “No one else can keep the group together like he did,” said Marta Lucia Ramírez, a former Colombian defense minister, speaking of Mr. Cano.
“They’ve stopped being a threat for Colombian democracy,” said Ms. Ramírez, “but they continue being a threat to the citizenry.”
FARC still has the capacity to carry out deadly attacks on Colombia’s security forces. In the space of a few days last month, one attack attributed to the group killed 10 soldiers in the southern province, of Nariño and killed 10 more soldiers in Arauca, near the border with Venezuela.
Mr. Cano, a bespectacled, bearded former anthropologist, had adopted his nom de guerre after joining FARC. He grew up in Bogotá’s middle class; his real name was Guillermo Saenz. With his bookish appearance, Mr. Cano differed from others with rougher origins in FARC’s high command.
Juan Carlos Pinzón, Colombia’s defense minister, said Mr. Cano was clean-shaven when he was killed in a firefight after fleeing a bombing raid. He said the operation killed four other guerrillas, while five others were captured, which would be a surprisingly small amount of men accompanying FARC’s top commander.
“His wallet, glasses and weapons were recovered,” Mr. Pinzón told journalists in Bogotá. Mr. Cano’s body was taken to the city of Popayán, and a photograph was distributed to Colombian media. He declined to comment on whether the United States, the top provider of military aid to Colombia, had assisted in the operation.
Ariel Ávila, a conflict analyst with the Colombian think tank Arco Iris, said that Mr. Cano’s killing dealt a political blow to FARC, since he symbolized the group’s small amount of support in urban areas, as well as a military blow, since Mr. Cano had overseen a more aggressive strategy of holding ground against advances by Colombia’s army.
“The military forces can take a deep breath” Mr. Ávila said Saturday from Bogotá. “But this isn’t the end of the guerrillas; they still have some time left.”
Indeed, despite the killings of prominent FARC leaders, Colombia’s war against that and other armed groups has entered a complicated new phase. Advances against FARC and the National Liberation Army, or E.L.N., a smaller guerrilla group, have squeezed the insurgents into border areas with Venezuela and Ecuador.
Colombia’s president, Juan Manuel Santos, has improved relations with both countries, and Venezuela and Ecuador seem to be cooperating more with the capture of some midlevel guerrillas. But once the rebels cross Colombia’s borders and onto neighboring soil, they still face much less pressure from well-trained Colombian forces which have pursued them for years.
Two FARC commanders who have operated along Colombia’s border with Venezuela, Iván Márquez and José Benito Cabrera (who uses the alias Timochenko), are thought to be contenders to take Mr. Cano’s place. But analysts of Colombia’s war against FARC say Mr. Cano’s successor will face challenges in maintaining unity among the group’s various factions.
FARC’s weakening has also raised the possibility that a new top commander might engage in talks with Colombia’s government to seek an end to the long guerrilla war. Of the options left to FARC, Gustavo Petro, the newly elected mayor of Bogotá and himself a former guerrilla with the M-19 group, said, “Dialogue is the only way.”








terça-feira, 1 de novembro de 2011

Brasil felicita Palestina por seu reconhecimento na Unesco


Brasília, 31 out (EFE).- O Governo Federal felicitou nesta segunda-feira a Palestina por ter sido reconhecida como membro de direito da Unesco, a primeira agência da ONU a permitir o ingresso dos palestinos.

'O Governo brasileiro felicita a Palestina por sua admissão como membro pleno da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)', afirmou um breve comunicado.

O Executivo mostrou assim sua concordância com a decisão adotada hoje mesmo por parte da Conferência Geral da Unesco de aprovar a adesão da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

A solicitação da ANP foi aprovada com os votos a favor de Índia, China e vários países latino-americanos, entre eles o Brasil, que no ano passado reconheceu o Estado palestino com suas fronteiras do dia 4 de junho de 1967, prévias à Guerra dos Seis Dias.

Enquanto isso, os Estados Unidos, que votou contra essa medida, qualificou a decisão de 'prematura' e alertou que não contribuirá para ao estabelecimento de uma paz duradoura no Oriente Médio.

Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2010, todos os direitos reservados

domingo, 30 de outubro de 2011

The euro-zone crisis - China to the rescue?

IT WAS only a matter of time before China was heralded as Europe’s escape route from its debt crisis. News that Nicolas Sarkozy, the French president, called Hu Jintao, his opposite number in China, after the crisis summit on October 27th sparked speculation that China might put substantial amounts of money into the debt of troubled euro-zone borrowers. The chatter grew louder when Klaus Regling, the head of the European Financial Stability Facility (EFSF), the euro area’s bail-out fund, visited Beijing a day later. And a poor post-summit Italian bond auction has made the need for a deus ex machina seem even greater.
China certainly has lots of money to invest. its foreign-exchange reserves are reckoned at $3.2 trillion. It trades more with the EU than any other partner. It has exposure to the euro already. How much is not known, but currency analysts suspect that about a quarter of those reserves are already euro-denominated, giving it an incentive to keep the currency strong. It also suits China to play the part of a constructive economic actor.
Then again, we have been here many times before during the euro-zone saga. You can trace the growing seriousness of the crisis by the list of countries that have had talks with the Chinese about investments: first Greece, then Portugal, Spain and now countries at the very core of the euro zone. The pattern to date has always been the same: lots of encouraging rhetoric, perhaps even a little cash, but not enough to meet initial expectations.
There is at least something different on offer now. In the past, investment in euro-zone debt has meant taking on as much risk, and sometimes more risk, than the Europeans themselves have been willing to absorb. No one could ever explain why the Chinese would want to do that. Now China will be able to choose to invest in euro-zone debt that is ensured by the EFSF, or to buy senior tranches of the special-purpose vehicles (SPVs) that the EFSF will capitalise. China would explicitly be taking less risk than the Europeans.
That helps, but probably not enough to deliver a different outcome. The Europeans are taking more risk but that does not mean that they are offering lots of protection to other buyers. And it will take time for these structures to be set up: China will want lots more detail, and to see how the Greek bond swap with private creditors goes, before it commits cash.
Grand political bargains between China and Europe—money in return for more representation at the IMF, or market-economy status—seem wildly improbable. These prizes will eventually come anyway; and weak though parts of Europe are, the EU cannot be seen to trade them too nakedly. Bargaining of this sort would also require both parties to change their positions markedly. China is keen not to be seen as a source of “dumb money”, but requiring big political concessions in return for cash is a pretty clear signal that this is not a commercially attractive investment. As for the euro zone, it can hardly claim that senior Spanish and Italian debt is now safe for institutional investors if it has to horse-trade too hard to get China on board.
That does not mean that Mr Regling’s trip, which now takes him to Japan, is wasted. It is plausible that China will put some money into euro-zone debt alongside other non-European countries. How that money could be used depends a bit on whether it is channelled by the IMF or some other means. One option might be for other governments jointly to invest in a thick junior tranche of an SPV so that private investors would have an even greater cushion protecting them from any losses. A financial vehicle that saw the euro zone take most risk through equity, other governments a bit more through subordinated debt and private-sector investors the least through senior debt is still a long shot. But it is more realistic than expecting China to splash enough cash to save the euro.


fonte: THE ECONOMIST: http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2011/10/euro-zone-crisis-4

sábado, 15 de outubro de 2011

Chimamanda Adichie: The danger of a single story

Our lives, our cultures, are composed of many overlapping stories. Novelist Chimamanda Adichie tells the story of how she found her authentic cultural voice -- and warns that if we hear only a single story about another person or country, we risk a critical misunderstanding.

Copie o link abaixo, cole no seu navegador e assista o discurso na integra!
http://www.ted.com/talks/lang/eng/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html

segunda-feira, 16 de maio de 2011

DICA: A carta da Terra

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE
DE VIDA.
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua
diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados
e cada forma de vida tem valor, independentemente
de sua utilidade para os seres humanos.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos
os seres humanos e no potencial intelectual,
artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade de vida com
compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar
e usar os recursos naturais vem dever de impedir
o dano causado ao meio ambiente e de proteger os
direitos das pessoas.
b. Assumir que o aumento da liberdade, dos
conhecimentos e do poder implica responsabilidade
na promoção do bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que
sejam justas, participativas, sustentáveis e
pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis
garantamos direitos humanos e as liberdades
fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade
de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica e social, propiciando
a todos a consecução de uma subsistência
significativa e segura, que seja ecologicamente
responsável.
4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para
as atuais e as futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada
geração é condicionada pelas necessidades das
gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições
e instituições que apóiem, a longo prazo, a
prosperidade das comunidades humanas e
ecológicas da Terra.
Para poder cumprir estes quatro compromissos,
é necessario:
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos
sistemas ecológicos da Terra, com especial
preocupação pela diversidade biológica e pelos
processos naturais que sustentam a vida.
a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento
sustentável em todos os níveis que façam
com que a conservação ambiental e a reabilitação
sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger as reservas com uma
natureza viável e da biosfera, incluindo terras
selvagens e áreas marinhas, para proteger os
sistemas de sustento à vida da Terra, manter a
biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas
ameaçadas.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou
modificados geneticamente que causem dano às
espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a
introdução desses organismos daninhos.
e. Manejar o uso de recursos renováveis como água,
solo, produtos florestais e vida marinha de formas que
não excedam as taxas de regeneração e que protejam
a sanidade dos ecossistemas.
f. Manejar a extração e o uso de recursos nãorenováveis,
como minerais e combustíveis fósseis de
forma que diminuam a exaustão e não causem dano
ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor
método de proteção ambiental e, quando o
conhecimento for limitado, assumir uma postura
de precaução.
a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios
ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a
informação científica for incompleta ou não conclusiva.
b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a
atividade proposta não causará dano significativo e
fazer com que os grupos sejam responsabilizados
pelo dano ambiental.
c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente
pelas consequências humanas globais, cumulativas, de
longo prazo, indiretas e de longo alcance.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio
ambiente e não permitir o aumento de substâncias
radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio
ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e
reprodução que protejam as capacidades
regenerativas da Terra, os direitos humanos e o
bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos
sistemas de produção e consumo e garantir que os
resíduos possam ser assimilados pelos sistemas
ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de
energia e recorrer cada vez mais aos recursos
energéticos renováveis, como a energia solar e do
vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência
eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais
de bens e serviços no preço de venda e habilitar os
consumidores a identificar produtos que satisfaçam
as mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal a assistência de saúde
que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução
responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade
de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica
e promover o intercambio doconhecimento
adquirido e sua aplicação.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional
relacionada à sustentabilidade, com especial
ateinção às necessidades das nações em desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos
tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as
culturas que contribuam para a proteção ambiental
e o bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância
para a saúde humana e para a proteção ambiental,
incluindo informação genética, estejam disponíveis
ao domínio público.
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo
ético, social e ambiental.
a. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à
segurança alimentar, aos solos não-contaminados,
ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os
recursos nacionais e internacionais requeridos.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos
para assegurar uma subsistência sustentável, e
proporcionar seguro social e segurança coletiva a
todos aqueles que não são capazes de manter-se
por conta própria.
c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis,
servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes
desenvolver suas capacidades e alcançar suas
aspirações.
10.Garantir que as atividades e instituições
econômicas em todos os níveis promovam o
desenvolvimeto humano de forma eqüitativa
e sustentável.
a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza
dentro das e entre as nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros,
técnicos e sociais das nações em desenvolvimento
e isentá-las de dívidas internacionais
onerosas.
c. Garantir que todas as transações comerciais
apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção
ambiental e normas trabalhistas progressistas.
d. Exigir que corporações multinacionais e organizações
financeiras internacionais atuem com
transparência em benefício do bem comum e
responsabilizá-las pelas conseqüências de suas
atividades.
11.Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero
como prérequisitos para o desenvolvimento
sustentável e assegurar o acesso universal à
educação, assistência de saúde e às oportunidades
econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das
meninas e acabar com toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em
todos os aspectos da vida econômica, política, civil,
social e cultural como parceiras plenas e paritárias,
tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a
educação amorosa de todos os membros da
família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de
todas as pessoas a um ambiente natural e
social, capaz de assegurar a dignidade
humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual,
concedendo especial atenção aos direitos
dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas suas formas,
como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação
sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou
social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua
espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos,
assim como às suas práticas relacionadas a formas
sustentáveis de vida.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades,
habilitando-os a cumprir seu papel
essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado
cultural e espiritual.
IV. DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em
todos os níveis e proporcionar-lhes transparência
e prestação de contas no exercício do
governo, participação inclusiva na tomada de
decisões, e acesso à justiça.
a. Defender o direito de todas as pessoas no
sentido de receber informação clara e oportuna
sobre assuntos ambientais e todos os planos de
desenvolvimento e atividades que poderiam
afetá-las ou nos quais tenham interesse.
b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e
globais e promover a participação significativa de
todos os individuos e organizações na tomada de
decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de
expressão, de assembléia pacífica, de associação e
de oposição.
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos
administrativos e judiciais independentes,
incluindo retificação e compensação por danos
ambientais e pela ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições
públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitandoas
a cuidar dos seus própios ambientes, e atribuir
responsabilidades ambientais aos níveis governamentais
onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem
ao longo da vida, os conhecimentos, valores
e habilidades necessárias para um modo de vida
sustentável.
a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e
jovens, oportunidades educativas que lhes permitam
contribuir ativamente para o desenvolvimento
sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades,
assim como das ciências, na educação para
sustentabilidade.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de
massa no sentido de aumentar a sensibilização para
os desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e
espiritual para uma subsistência sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e
consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de desofrimentos
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
c. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade
e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não-provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas eoutras armas de destruição em massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

FONTE: http://www.cartadaterra.com.br/pdf/CartadaTerra.pdf