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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Notícia: Brasil é o quarto país mais confiante para o consumo no mundo

     
     O Brasil é o 4º país no ranking sobre confiança do consumidor no terceiro trimestre de 2011, segundo pesquisa da Nielsen. A Índia, apesar de um declínio de cinco pontos, se mantém na primeira posição, com um índice de 121, seguida pela Arábia Saudita (120), Indonésia (114), Brasil, com 112, Filipinas (112), Tailândia (109), Emirados Árabes Unidos (105), China (104), Hong Kong (104) e Malásia (101). A Hungria (37) classificou-se como o país mais pessimista, ao lado de Portugal (40), Coreia do Sul, Romênia e Croácia (49).

     A Pesquisa Global Online da Confiança do Consumidor da Nielsen foi realizada entre 30 de agosto e 16 de setembro de 2011 e entrevistou mais de 28 mil consumidores em 56 países na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio, África e América do Norte.
     Os outros integrantes do BRIC, China (104) e Rússia (89) ficaram atrás do Brasil. Na América Latina, o país continua líder, na frente de Venezuela (75), Chile (85) e Argentina (88), que reportaram declínio na confiança. A Colômbia aumentou um ponto, chegando a 90, e o México, três pontos, atingindo 83. O Peru manteve-se estável, com um índice de 99. O continente está entre as regiões mais confiantes do mundo, com 97, ao lado da Ásia, e com um crescimento de 6 pontos, principalmente pelo desempenho nacional.
     Os brasileiros são os mais confiantes do ranking em suas finanças pessoais: 78% acreditam que sua situação financeira é excelente ou boa, enquanto os indianos, líderes na avaliação geral, aparecem bem próximos, com 77%. A média global neste quesito é de apenas 50%. A Ásia e a América Latina aparecem com os melhores índices entre as regiões, de 56% e 55%, respectivamente. Já a Europa, com 38%, e a América do Norte, com 43%, atingem os menores resultados.
Com relação às perspectivas de emprego, os países asiáticos (56%) ainda lideram, com destaque para a Índia, com 81% dos entrevistados. O resultado do Brasil, no entanto, não é muito abaixo, com 70%. O brasileiro também prefere gastar a economizar. Enquanto a média global mostra que a principal escolha é pela economia (46%), no Brasil esta é apenas a terceira opção do que fazer com o dinheiro excedente. O entretenimento fora de casa é a preferência dos consumidores brasileiros, com 42%, seguido pelo pagamento de dívidas, que já alcançou 34%.
     Ao contrário do resultado global, o brasileiro não tem a economia (18%) e a estabilidade de emprego (14%) como as maiores preocupações. O primeiro lugar nacional ficou com saúde, seguida por equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, economia, em terceiro lugar, e as dívidas, em quarto.
     As nações européias continuam entre as mais pessimistas, particularmente Portugal (40), Irlanda (64), Grécia (51) e Espanha (56), cada um reportando índices de confiança do consumidor bem abaixo da média europeia de 74. A maior queda foi de 13 pontos, na França, que atingiu 56.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Brasil felicita Palestina por seu reconhecimento na Unesco


Brasília, 31 out (EFE).- O Governo Federal felicitou nesta segunda-feira a Palestina por ter sido reconhecida como membro de direito da Unesco, a primeira agência da ONU a permitir o ingresso dos palestinos.

'O Governo brasileiro felicita a Palestina por sua admissão como membro pleno da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)', afirmou um breve comunicado.

O Executivo mostrou assim sua concordância com a decisão adotada hoje mesmo por parte da Conferência Geral da Unesco de aprovar a adesão da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

A solicitação da ANP foi aprovada com os votos a favor de Índia, China e vários países latino-americanos, entre eles o Brasil, que no ano passado reconheceu o Estado palestino com suas fronteiras do dia 4 de junho de 1967, prévias à Guerra dos Seis Dias.

Enquanto isso, os Estados Unidos, que votou contra essa medida, qualificou a decisão de 'prematura' e alertou que não contribuirá para ao estabelecimento de uma paz duradoura no Oriente Médio.

Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2010, todos os direitos reservados

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dica: Panorama geral da internacionalização de empresas







O Brasil assiste, neste início de século, a uma notável expansão de seus investimentos em outros mercados, que tende a se acentuar nas próximas décadas. País tradicionalmente receptor de capital estrangeiro, o Brasil passou a figurar entre os 20 principais países investidores, em termos de estoque de investimentos nacionais no exterior, e, em 2006, pela primeira vez, o fluxo de investimentos brasileiros no exterior superou os investimentos estrangeiros no Brasil.
Em paralelo à expansão sem precedentes do volume do Investimento Brasileiro Direto (IBD), verificam-se importantes alterações nas suas características, tanto em termos de número e setores de atuação, quanto em relação à dimensão das empresas brasileiras investidoras, cada vez mais diversificadas.
Além de refletir maior competitividade e integração dos mercados internacionais, o crescimento do IBD está fortemente relacionado ao estado de desenvolvimento do País, à maturidade das empresas brasileiras e à sua capacidade de adquirir vantagens competitivas em nível regional e mundial.
Hoje, resta comprovado que o processo de internacionalização traz significativos benefícios para a empresa investidora e que, ao conjugar interesses privados e públicos, tem em sua expansão um fenômeno desejável para o País. Em termos econômicos, aumenta-se o acesso da economia nacional a novas tecnologias, fortalecem-se as operações das empresas brasileiras no mercado doméstico e geram-se spillovers positivos em outros setores da indústria.
A internacionalização permite às empresas captar novas tecnologias; acessar recursos naturais e novos mercados para se beneficiar das economias de escala; reduzir o risco do negócio por meio da diversificação de mercados fornecedores e consumidores; adquirir e desenvolver novas competências de maneira a obter maior conhecimento das necessidades dos consumidores internacionais; acessar capital de menor custo; explorar a competitividade em custos e diferenciação de produtos; estar mais próximo do cliente final; proteger-se contra taxas de câmbio desfavoráveis; contornar restrições estabelecidas por barreiras tarifárias e não-tarifárias; e dispor de fontes diversificadas de financiamento para reinvestir na produção e na inovação, entre outros. A pressão da concorrência global, a saturação ou as baixas taxas de crescimento no mercado doméstico e as políticas governamentais também são exemplos de fatores que influenciam nas decisões para a expansão internacional de uma empresa.
Estudos revelam que empresas que investem no exterior são maiores e mais produtivas. A mão-de-obra é mais bem remunerada e o tempo de permanência dos trabalhadores no emprego é maior.
De acordo com recentes pesquisas, os modos de entrada em novos países utilizados por empresários brasileiros priorizam estratégias de exportação, seguidas por alianças e parcerias, aquisições, investimentos greenfield – novas plantas, onde não havia estrutura nem produção prévia –, joint ventures e fusões, respectivamente, com a ressalva de que as estratégias podem ser combinadas.
Na qualidade de entrantes tardias no processo de internacionalização, as empresas brasileiras devem explorar suas singularidades e criatividade, bem como aquelas do nosso País, para avaliar a melhor forma de inserção nos diferentes mercados. As exportações, apesar de muitas vezes indicarem o primeiro passo no caminho da internacionalização, não são condição prévia ou indispensável para outras modalidades de inserção.
Na medida em que o Investimento Direto Externo (IDE) contribui para o aumento de competitividade, os Países em Desenvolvimento (PEDs) devem estimular o processo de internacionalização, criando condições de competitividade para que suas empresas alcem voos mais longos e duradouros no mercado internacional. O desafio para o Governo brasileiro reside, pois, em elaborar estratégias, em parceria com a iniciativa privada, que permitam transformar oportunidades em benefícios efetivos para o País, para as empresas e para a população em geral.
Diante do amplo espectro de possibilidades para a inserção internacional de uma empresa, é importante destacar que o presente sítio eletrônico dedicar-se-á exclusivamente aos Investimentos Diretos Externos, os quais contemplam modalidades de alianças e parcerias, fusões e aquisições, investimentos greenfield, joint ventures e a abertura de escritórios de representação comercial no exterior. As exportações, principal modo de entrada das empresas brasileiras em outros países, continuarão a ser tratadas em áreas especificas da BTN.

A participação dos países em desenvolvimento nos fluxos de IDE
Nas últimas duas décadas, o IDE tem-se intensificado com surpreendente velocidade em todo o mundo. De um total de US$ 485 bilhões em 1997, o fluxo mundial de IDE atingiu a cifra de US$ 1,98 trilhão em 2007, superando o crescimento da economia e do comércio globais,
Mudanças estruturais, como a liberalização do mercado financeiro internacional e a revolução dos meios de transporte e de comunicação são fatores que impulsionaram a globalização do capital produtivo e refletiram a crescente importância do processo de internacionalização da produção na economia globalizada.
Tradicionais receptores de IDE, os PEDs elevam sua participação na emissão de investimentos globais desde os anos 80. Se, em 1990, foram responsáveis por apenas 5% do fluxo total de IDE, em 2008 a cifra já alcançava 16%, e segue em expansão. (UNCTAD, 2009).
Ademais do crescimento do volume de IDEs provenientes de PEDs, também cresce de forma significativa a quantidade de PEDs engajados no processo de internacionalização produtiva. De 6 países com estoque de emissão de IDE superior a US$ 5 bilhões em 1990, eles já eram 24 em 2005. (UNCTAD, 2006).
Verifica-se, também, progressiva expansão dos investimentos Sul-Sul, entre PEDs, em sua maioria de natureza intra-regional.  Os IDEs intra-regionais na América Latina representam o segundo fluxo mais volumoso, atrás do Leste e do Sudeste Asiático, e são promovidos, essencialmente, por investidores do Brasil, do México e da Argentina. Os investimentos inter-regionais entre PEDs, a seu turno, destacam-se pelo fluxo da Ásia para África e, de forma crescente, do Brasil para a África.

O processo de internacionalização das empresas brasileiras
Desde a década de 90, o Brasil observa uma expansão sem precedentes dos IBDs, com a consolidação de grandes transnacionais brasileiras e novos investimentos por parte das médias e pequenas empresas. No espaço latino-americano, o País assumiu, em conjunto com o México, posição de protagonista no processo de internacionalização de empresas, tendo seus investimentos produtivos no exterior atingido valor total de US$ 20 bilhões em 2008.
Muito além da inédita expansão do volume dos IBDs, importantes modificações vêm ocorrendo em termos de dimensão, setor de atuação e número de empresas brasileiras investidoras, o que tem levado diferentes autores a falar em fases ou em etapas no processo de internacionalização do capital produtivo brasileiro.
Em um primeiro momento, os IBDs concentraram-se no setor petrolífero, nas instituições financeiras e na indústria de construção, em processo restrito a grandes empresas. Na etapa seguinte, houve maior participação de empresas com faturamento inferior a R$ 500 milhões. Aumentou o número de subsidiárias produtivas no exterior, bem como a participação da América do Sul como destino dos investimentos. Petróleo, construção e finanças continuaram os setores mais ativos.
Dos anos 90 em diante, com as reformas econômicas que induziram à abertura, à desregulamentação e à privatização no Brasil, teve início profunda reestruturação da indústria nacional, obrigada a renovar-se e a promover a internacionalização produtiva para sobreviver à competitividade. No entanto, turbulências financeiras e a crise cambial brasileira de 1999 mantiveram os níveis de IBD baixos.
Apenas no começo do novo século teve início o acelerado crescimento dos IBDs. A valorização do real, a liquidez nos mercados financeiros internacionais, o aprimoramento do mercado doméstico de capitais e os altos preços das commodities permitiram um cenário favorável à internacionalização que prossegue de forma sólida, mesmo apesar das crises dos últimos anos. Hoje, as transnacionais brasileiras estão presentes em mais de 80 países.
O atual processo de internacionalização que o Brasil vive é de extrema importância para seu desenvolvimento e representa marco inédito na história econômica nacional, denotando transformações estruturais na economia mundial e no padrão de desenvolvimento do País.

Fonte: http://www.braziltradenet.gov.br/Internacionalizacao/frmPanoramaGeral.aspx

quinta-feira, 24 de março de 2011

Notícia: Situação na Líbia

Situação na Líbia


Ao lamentar a perda de vidas decorrente do conflito no país, o Governo brasileiro manifesta expectativa de que seja implementado um cessar-fogo efetivo no mais breve prazo possível, capaz de garantir a proteção da população civil, e criar condições para o encaminhamento da crise pelo diálogo.
O Brasil reitera sua solidariedade com o povo líbio na busca de uma maior participação na definição do futuro político do país, em ambiente de proteção dos direitos humanos.
O Governo brasileiro reafirma seu apoio aos esforços do Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para a Líbia, Abdelilah Al Khatib, e do Comitê ad hoc de Alto Nível estabelecido pela União Africana na busca de solução negociada e duradoura para a crise.


FONTE: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/situacao-na-libia-2

DICA: III Feira e Congresso de ONGs Brasileiras

 
 
O Que é o evento ONG Brasil?
Composto por exposição e congresso internacional, ONG Brasil é um evento sem fins lucrativos, direcionado para o desenvolvimento e a capacitação das Organizações Não Governamentais (ONGs) Brasileiras e/ou com atuação no País. 
 
Quem visita a feira ONG Brasil?
Nos dois primeiros dias o evento deverá reunir cerca de 4 mil profissionais entre:- Gestores do Terceiro Setor
- Representantes da área de Responsabilidade Social, Gestão Ambiental, Marketing e outras correlatas de organizações do Primeiro e do Segundo Setores (Governo e Empresas)
- Profissionais de empresas que ainda não têm uma política de Responsabilidade Social e estão definindo o foco a ser adotado.
- Empresários e outros profissionais
No sábado, terceiro dia, além do público descrito acima, o evento será aberto ao grande público:- Cidadãos que buscam uma causa para começarem uma ação social, seja com a doação de dinheiro ou outros bens materiais, ou ainda a “doação” de tempo por meio do trabalho voluntário. 

 Quem expõe na feira ONG Brasil?
- Organizações Não Governamentais (ONGs) Brasileiras ou com atuação no Brasil
- Fundações e Institutos ligados ao Governo e à iniciativa privada.
 
 
FONTE: http://www.ongbrasil.com.br/index.php

quarta-feira, 23 de março de 2011

Notícia: 31 milhões subiram de classe social em 2010

Essa notícia foi sugerida pela aluna do 3º periodo de Relações Internacionais no Centro Universitário Belas artes de São Paulo, Daniela Junqueira. Nós da ACESSO agradecemos a colaboração!




A distribuição dos brasileiros por classes socioeconômicas mudou nos últimos cinco anos. Deixou de ter o formato de pirâmide, típico de países pobres, com grande contingente de baixa renda, e passou a ser um losango, figura geométrica que se aproxima de uma distribuição socioeconômica mais equilibrada entre os estratos sociais e frequente em países desenvolvidos.
Essa é a principal constatação da 6.ª edição da pesquisa O Observador Brasil 2011, espécie de radiografia do mercado de consumo, executada pelo instituto Ipsos Public Affairs, a pedido da Cetelem BGN, do grupo financeiro francês BNP Paribas.
A mudança de formato da distribuição das classes socioeconômicas entre 2005 e 2010 ocorreu em razão do ganho de renda que levou a uma grande mobilidade social. Só no ano passado, quase 31 milhões de brasileiros ascenderam socialmente. Desse total, cerca de 19 milhões saíram das classes D/E e engrossaram a grande classe média, a classe C. E perto de 12 milhões de pessoas pularam da classe C para as classes de maior poder aquisitivo A/B.
"Eu não me surpreenderia se no ano que vem houvesse um empate entre as classes D/E e A/B em número de brasileiros", afirma o presidente da Cetelem BGN, Marcos Etchegoyen.
De acordo com a pesquisa, a classe C já representava no ano passado mais da metade (53%) da população brasileira de 191,7 milhões de pessoas. Em 2009, a fatia da classe C era de 49% e em 2005, de 34%.
Já as classes D/E responderam em 2010 por 25% da população, ante 35% no ano anterior e 51% em 2005. No sentido oposto, a participação das classes A/B está aumentando. Cinco anos atrás, elas representavam 15% da população. Esse índice subiu para 16% em 2009 e atingiu 21% no ano passado.
Renda. Outro resultado relevante da pesquisa é que em 2010 houve ganho de renda disponível para os brasileiros de todas as classes sociais e especialmente para os estratos mais pobres. A renda disponível é aquela que sobra no orçamento das famílias depois de pagas todas as despesas e é basicamente sinônimo de consumo para as classes sociais de menor renda.
No ano passado, sobraram, em média, R$ 368 por mês no orçamento das famílias, cifra 60% maior que no ano anterior. Mas foram as classes D/E que registraram os maiores ganhos de renda disponível no período. "Em 2010, a renda disponível dos mais pobres superou R$ 100", observa Miltonleise Carreiro Filho, vice-presidente da Cetelem BGN. No ano passado, a renda disponível desse estrato social atingiu R$ 104, com crescimento de 70% ante 2009.
Nas contas de Carreiro Filho, a maior renda disponível entre as camadas mais pobres equivale a um total de recursos de cerca de R$ 1,4 bilhão livre para o consumo. Ele lembra também que houve uma mudança radical na renda disponível das classes D/E ao longo dos anos. Em 2005, essa camada da população tinha renda disponível negativa em R$ 17, ou seja, a renda era insuficiente para cobrir as despesas do mês. "Faltava renda para fechar as contas", observa.
Depois dos mais pobres, as classes mais ricas, A/B, registraram a maior taxa de crescimento da renda disponível em 2010, com aumento de 46%, de R$ 680 em 2009 para R$ 991 em 2010. Já a classe média teve o menor ganho de renda disponível no período. Em 2009, a renda disponível da classe C era de R$ 204 e subiu para R$ 243 no ano passado, com acréscimo de 19%.
Otimismo
Entre 13 países pesquisados pelo BNP Paribas, o Brasil foi o mais bem avaliado pela sua população em 2010. De zero a dez, o País obteve nota 6,8 e ficou um ponto à frente da Alemanha. 



FONTE: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110323/not_imp695881,0.php

SAIBA + Brasil

ROCK IN RIO 2011



1985:
11 a 21 de Janeiro de 1985
Nº de dias: 10
Público: 1.380.000 pessoas
Área: 250 mil m2
- 1.600.000 Litros de bebidas em 4 milhões de copos;
- 900.000 Sanduíches;
- 7.500 Quilos de massa;
- 500.000 Fatias de pizza;
- 800 Quilos de gel para cabelo;
- O Mc Donald's vendeu num só dia 58 mil hambúrgueres e entrou para o Guiness Book of Records. Este ainda é o seu recorde de vendas até hoje;
- Foram vendidas 1.900.000 T-shirts do evento em todo o país.

1991
18, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 26 e 27 de Janeiro de 1991
Nº de dias: 9
Público: 700.000 pessoas
- Palco com 85 metros de frente por 25 metros de profundidade e era ladeado por duas telas de 9 m de altura por 7 m de comprimento;
- Três mil reflectores iluminaram o estádio, sendo que 480 eram faróis de avião estrategicamente posicionados na cobertura;
- Transmitido ao vivo para 55 países tendo um total de 580 milhões de telespectadores;
- Gerou R$168 milhões (mais de 40 milhões de euros), na imprensa brasileira e internacional entre Junho de 2000 e Janeiro de 2001.

2001
12, 13, 14, 18, 19, 20 e 21 de Janeiro de 2001
Nº de dias: 7
Público: 1.235.000 pessoas
Área: 250 mil m2
- Cerveja: 600.000 litros;
- Sanduíches: 630.000 unidades;
- Refrigerantes: 435.000 litros;
- Lasanha: 20.000 por dia;
- Garrafas de água: 130.000 por dia;
- Copos de suco: 40.000 por dia;
- Bebidas Energéticas: 15.000 latas por dia;
- A Coca-Cola (refrigerante oficial do Rock in Rio Por Um Mundo Melhor), registrou um aumento de 15% em suas vendas;
- A América Online tinha cerca de 65.000 assinantes no Brasil. Em fevereiro de 2001, depois do Rock in Rio, contabilizava mais de 400.000 assinantes.
- Construção de 70 salas de aula e 35 postos de Internet em zonas desfavorecidas do Rio de Janeiro, permitiu a 3.200 jovens de favelas e comunidades carentes do Rio de Janeiro concluírem os seus estudos.
- Desenvolvimento de 28 projetos educativos para milhares de jovens em todo o território brasileiro
- 1.500.000 € investidos em projetos com a Viva Rio (ONG) e Unesco
 
 FONTE: http://www.rockinrio.com.br/pt/rock-in-rio/numeros/

terça-feira, 22 de março de 2011

SAIBA + Brasil

Governo leva água a 2,4 milhões no semiárido

 

 O Brasil comemora o Dia Mundial da Água, nesta terça-feira (22) com a marca de 480 mil famílias atendidas na região do Semiárido por meio do programa de cisternas. Esse é o resultado de um trabalho desenvolvido desde 2003, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que apoia o projeto e as iniciativas de tecnologias sociais de captação de água das chuvas. Das 480 mil cisternas construídas, 340 mil foram apoiadas diretamente pelo MDS. 


As 480 mil cisternas construídas no Semiárido beneficiam 2,4 milhões de pessoas. Além disso, já foram implantadas com o apoio do MDS 7.433 cisternas para produção de alimentos e 43 nas escolas. A meta do ministério para 2011 é construir mais de 100 mil cisternas para o consumo humano. 
Para a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Maya Takagi, o acesso à água para o consumo é uma ação ao mesmo tempo emergencial e estruturante para as famílias que não têm acesso regular a ela. "Emergencial porque muitas vezes é a única forma de a família ter acesso à água sem perder tempo buscando-a a quilômetros de distância de casa. Estruturante porque a família passa a conquistar certa autonomia em relação à gestão do uso da água, mesmo que da chuva. Além disso, o tempo da família, das mães e das crianças, é readequado para atividades como educação, capacitação e mesmo lazer." 
A ação é capitaneada pela Articulação do Semiárido no Brasil (ASA), que congrega cerca de mil entidades da sociedade civil. O projeto considera o acesso à água recurso fundamental para a segurança alimentar, para o aumento da quantidade de alimentos produzidos e a diversificação de processos produtivos locais. 
O agricultor Luis Eleutério de Souza, 60 anos, morador da comunidade de Queimadas, em Cumaru, agreste de Pernambuco, está entre os beneficiados pelo programa. Há oito anos ele possui, em casa, cisternas de placas que armazenam 16 mil litros de água. Com esse recurso disponível para sua família, o agricultor superou grandes dificuldades, conta ele. "Acordava às 5h e caminhava até 6km para buscar água em barreiros. Hoje, ganho esse tempo me dedicando mais à produção", relata Eleutério, que conseguiu até diversificar a produção e aumentar a renda da família.

Primeira água 
Nos primeiros anos, foi priorizado o investimento na "primeira água" ou "água de beber", ou seja, a água considerada alimento fundamental para a manutenção da vida. Em 2007, o ministério passou a apoiar projetos de "segunda água" ou "água de comer", nos quais a água da chuva é usada para a pequena produção familiar de alimentos. 
A partir de 2009, as ações se ampliaram para atender escolas da zona rural do Semiárido. A água, nesse caso, deverá melhorar as condições de ensino nas escolas da região sem acesso regular à água. É a chamada "água de educar". A ação começou inicialmente na Bahia e se estendeu a os outros estados da região. 
O projeto não visa apenas construir tanques de armazenamento, mas também conscientizar o cidadão quanto à convivência sustentável com a região de Semiárido e oferecer educação alimentar para professores, alunos e famílias da comunidade escolar.

Tecnologias 
A cisterna é uma tecnologia popular para captação e armazenamento de água da chuva e representa solução de acesso a recursos hídricos para a população rural do Semiárido brasileiro, que sofre com os efeitos das secas prolongadas - que podem durar até oito meses. Esse tipo de tanque permite armazenar 16 mil litros de água, o suficiente para família de cinco pessoas beber e preparar alimentos. É construída com placas de cimento que captam a água das chuvas do telhado, escoada para os reservatórios. 
Os reservatórios identificados de segunda água servem para apoio à agricultura familiar na produção de alimentos para autoconsumo. Família que já tem a primeira água recebe esse outro benefício. São seis tipos de reservatórios: cisterna calçadão, barragem subterrânea, tanque de pedra ou caldeirão, barraginha, cisterna enxurrada e bomba d'água popular (BAP). 
As cisternas nas escolas têm capacidade para guardar 32 mil litros de água potável para os alunos; as de produção, com sistema de captação e armazenagem de água para irrigação de hortas escolares, comportam 50 mil litros.

segunda-feira, 21 de março de 2011

SAIBA + Brasil

TROPICÁLIA

O Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes, e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto completaram o grupo, que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais.



Caetano Veloso, como um dos principais participantes do movimento, escreveu em junho de 1972 'O verbo encantando', que o leitor pode conferir abaixo:

''Discretamente aqui no Verbo porque há essa casinha na ladeirinha que sobra da Ladeira do Mauá com boa vizinhança. Sem política.
O tropicalismo foi uma árvore de mil frutos. Digo isso sem orgulho, sem remorso. Os frutos secos e podres se espalharam pelo chão e ninguém melhor instalado para sentir-lhes o fedor do que os fuçadores de raízes. Mas o que pinta de araçá devez não é fácil, como disse Marquinhos citando Lu no Porto da Barra, semana passada.
Vida mansa.
Estou contente, até certo ponto, de ver que, como eu esperava, a minha volta ao Brasil, a minha decisão de vir morar aqui no Brasil deixou à vontade pessoas que tinham necessidade de discutir e não apenas louvar o meu trabalho. Minha proximidade, a certeza de que eu sou real, vulnerável, traz de volta à terra minha lenda. Para minha alegria imensa, pois lá em Londres vez em quando dava por mim atravessando paredes, como um fantasma.
Vida mansa, como disse. Mas também há certas coisas que com tempo, gostaria de rediscutir, discutir, e descurtir etc. Ou seja: minha volta também me põe à vontade pra conversar com algumas pessoas sobre determinadas coisas. Com tempo. Mas acontece que não só alguns saudavelmente se descontraíram para reiniciar um papo comigo, como também alguns outros se alvoroçaram doentes para me esquartejar e me lançar ao caldeirão. Assim fica impossível para mim, porque eu quero ficar aqui na Bahia um tempão, nesse sol nessa burrice, nessa preguiça e se começa logo essa excitação em torno de mim não dá pé. Quando eu estava fora eu sabia que, com a minha volta, a imprensa mudaria de tom quando falasse a meu respeito. Vim com um show descontraído, olhando para as pessoas descontraidamente na platéia, olhando descontraidamente para o presente da música brasileira, para o passado comigo dentro e com o Chico dentro e com a Elis dentro. Nada mais. Deu certo: os jornalistas se descontraíram, a fofoca carioca se descontraiu um pouco, todo mundo se descontraiu um pouco. Mas deu errado: Todo mundo se desnorteou um pouco também, mais uma vez. E aí o ódio de novo. Ainda por não entender. E eu morto de preguiça. Responder mesmo, jamais. Não quero mais preocupêchons comigo.
Contudo, há, deve haver, algumas pessoas que merecem saber como eu me portaria diante de determinadas questões. Eis:
O que talvez tenha dificultado tudo desde sempre é o fato de nunca antes ter havido no Brasil uma figura popular com tanta pinta de intelectual quanto eu. Não sou um mito nacional, na medida em que Pelé o é, na medida em que Roberto Carlos o é.
Nem pretendo sê-lo. O minguado mito Caetano Veloso é bem mais uma coisa assim como o mito Glauber Rocha. Mas eu apareço na televisão, um número muito maior de pessoas me conhece de cara e nome, alguns discos meus fizeram sucesso (nunca, contudo, vendi tantos discos quanto, por exemplo, Tim Maia). Como Glauber (mais ou menos involuntariamente) tornei-me uma caricatura de líder intelectual de uma geração. Nada mais. Um ídolo para consumo de intelectuais, jornalistas, universitários em transe. Só que jogando sem grandes grilos nos apavorantes meios de comunicação de massa. Isso, creio, é o que fez com que se esperasse demais de mim. Na sua miséria, a intelectualidade brasileira viu em mim um porta-estandarte, um salvador, um bode expiratório. Agora sente-se mais descansada ao ver que pode jogar sobre as costas de uma pessoa como eu a responsabilidade por coisas que não seriam da alçada de qualquer deus. Tais como:
A tão exaustivamente discutida (e melhor do que ninguém pelo Tropicalismo, depois do cinema novo) necessidade que têm os povos subdesenvolvidos de imitar padrões internacionais.
A intolerância crítica por parte das gerações mais novas com relação às anteriores. (O Tropicalismo tratou seus antecessores com amor e humor). A existência da Bahia. (O Tropicalismo mal tratou do assunto). A existência do carnaval. (O Tropicalismo mal tratou do assunto). A influência das modas culturais francesas sobre os intelectuais brasileiros (e argentinos, certamente.). (O episódio É proibido proibir resume-se no seguinte: Guilherme Araújo, meu empresário, me mostrou na Manchete uma reportagem sobre os acontecimentos de maio em Paris que eu não quis ler, pois tenho preguiça de ler. Lembro-me que ele mesmo virou a página e disse: é engraçado, eles pixaram coisas lindas nas paredes. Esta frase aqui é linda – “é proibido proibir”. Eu falei. É lindíssima. Ele falou – faça uma música usando esse negócio como refrão. Eu disse – tá. Passou. Eu não fiz. Daí ele me cobrou. Eu disse, faço. Fiz. Achei meio boba, mas bonitinha. Todo mundo na hora achou bonita. No dia seguinte eu já a achava péssima. Até hoje só gosto do ritmo e de uma parte da letra que diz “eu digo sim, eu digo não ao não”. Veio o festival da Globo. Eu não tinha nenhuma música bacana pra botar. Nem muita vontade de entrar no festival. Só me convenci a concorrer quando decidi pegar aquela música que eu não gostava e fazer uma esculhambação com o festival. A canção foi escondida pelo happenning e pelas vaias. Sérgio Ricardo ficou intrigado nos bastidores ao ver minha alegria: “não entendo como vocês podem ficar tão contentes de serem vaiados”. Quando voltei para repetir a música já o Gil tinha sido desclassificado (o que me enfureceu porque eu achava o número dele genial), enquanto o meu “É proibido proibir” tinha merecido do júri as melhores notas. Entrei no teatro decidido a dar um esporro. E dei. Disse que o júri era incompetente e a platéia burra ou coisa assim. Tá no disco.
Até hoje me orgulho de tê-lo feito. E me congratulo comigo mesmo pelo fato daquela canção estar esquecida. De fato, falou-se muito do escândalo, mas o disco não vendeu e, de todas as canções que eu escrevi desde “Alegria, alegria” pra cá, “É proibido proibir” é uma das menos conhecidas do público. Jamais admitirei que alguém a tome como típica do movimento tropicália ou do meu trabalho em particular.
A adesão dos filhos de família ao hábito de fumar maconha, tomar LSD ou qualquer outra droga. (O Tropicalismo jamais tratou do assunto). Eu jamais tratei do assunto. Apesar de, na época, a imprensa falada e escrita ter feito todo o esforço para identificar o nosso trabalho com esse tipo de coisa. Lembro-me de ter visto alguns desses imbecis que andam na televisão tentando provar por A + B que na letra de “Alegria, alegria” eu estava querendo me referir a drogas. Era de morrer de rir. Que malabarismos lógicos foram precisos! É que a imprensa é quem necessita de recorrer a essas coisas pra ir sobrevivendo. A imprensa toda sabia que excitação causava sugerir que, como na Inglaterra dos Beatles e nos Estados Unidos de Bob Dylan, os jovens músicos do Brasil também tomavam drogas terríveis. Para a perene decepção de todos (todos, sem exceção), eu venho atravessando todos esses anos sem um charo (E tenho horror a porre de lança-perfume, anestesia de dentista, bolinha e bebedeira).
Discretamente, no Verbo. Quero que todo mundo que gosta de mim de verdade fique sabendo que eu quero ficar sempre mais tempo na Bahia do que em qualquer outro lugar. Quero, se possível, trabalhar aqui mesmo e só sair pra dar umas olhadas aqui e ali. Era o que eu queria fazer desde sempre. Eu gosto mesmo é daqui da Cidade do Salvador. Quero que todo mundo saiba que eu continuo achando João Gilberto o maior artista brasileiro e que tudo mais vá para o inferno.
 
Beijos
Cae ''


FONTE: http://tropicalia.com.br/eubioticamente-atraidos/verbo-tropicalista/caetano-veloso-solta-o-verbo

Notícia: Etanol de celulose

Após atingir a excelência do etanol de primeira geração, o Brasil volta seus esforços para a pesquisa do etanol de celulose, que é obtido a partir da biomassa da mesma matéria-prima.


FONTE: http://www.brasil.gov.br/videos/200911/etanol-de-celulose

quarta-feira, 16 de março de 2011

Notícia: LET US IN - Why Barack Obama must support Brazil's drive for a permanent seat on the U.N. Security Council.




When U.S. President Barack Obama arrives in Brazil later this month, Brazilians will expect him to make a statement supporting our country's inclusion in a reformed U.N. Security Council, as he did regarding India's inclusion in November. It would be a disappointment if Obama does not endorse our drive for a permanent seat on the world's premier international security body -- not just because Brazil deserves a seat but because the council's very legitimacy depends on the inclusion of emerging powers. 
Let's take first the simple reality of global power today, which is no longer reflected in the membership of the current council. It's vitally important that developing economies be part of this global body, and it is only natural that Brazil, which is now among the eight largest economies in the world, should be included. If the Brazilian economy is already as big as that of Britain or France -- and ours has room to grow while these others do not -- why should they be there and not us? Or India, which has more than 1 billion people? And why not a single African country? Reform is not a question of ambition of this or that country, but rather a question of the Security Council needing to be representative of the world community.  
This is not only a question of making our global institutions as democratic and representative as possible. It's not about a feel-good quest for diverse representation. Reforming the Security Council is vital if the body's decisions are to be taken seriously worldwide. If the council is seen as the coterie of only a few great powers, its decisions are not likely to be respected or received with enthusiasm -- to the detriment of all. Of course, one limiting factor is that the present permanent five, veto-wielding powers on the council are very jealous of their privileges; they don't want to share them.
Yet we emerging powers have much to offer. First, we will bring new perspectives. Take, for example, the Middle East. We will not come with magic solutions -- nobody has magic solutions -- but we will have fresh ideas, and Brazil is an interlocutor that is able to talk to everyone. In the same month in 2009, for example, we received the president of Israel, the president of the Palestinian Authority, and the president of Iran. How many other countries are able to receive visits from these three presidents in just a matter of weeks? It was a demonstration of how well-positioned Brazil is to hold dialogue with countries with different perspectives.
Why can Brazil open doors when today's Security Council cannot? Part of it has to do with our country's pluralistic background -- the cultural and racial mixture of our society. But it's also simply because we are a developing country. A perfect example came last year when Iran rejected a Western proposal under which the country's uranium would be shipped abroad for enrichment up to energy-grade (not weapons-grade) levels. Coming from the West, the agreement met hard resistance from Tehran on everything from its timing to the quantity of uranium required. But when Turkish Foreign Minister Ahmet Davutoglu and I brought Tehran the same basic agreement, we both spoke from the perspective of fellow developing countries that can understand the problems of other developing countries; everyone is on the same level.
At the same time, Brazil plain and simply has influence. In November, when we decided to recognize a Palestinian state, immediately another eight or 10 Latin American countries did the same. Even some European countries are moving toward having a new kind of relationship with Palestine. To ignore the fact that Brazil has clout in the world would be foolish.
Take Brazil's relationship with Africa. We are one of the few non-African countries that can carry an influence in political discussions on that continent. Five years ago in Guinea-Bissau, when that country faced a huge political crisis, we spoke to Senegal and other countries in the region. They told us that Brazil was welcome to join the mediation, while other countries were not. During my term as foreign minister, I even mentioned this fact to U.S. Secretary of State Hillary Clinton, arguing that our unique relationship with African countries creates areas for cooperation with the United States -- at a time when other countries, namely China, are very much present in Africa. 
Many corners of the global system already reflect the new geopolitical reality. Brazil is at the center of international trade negotiations. In financial matters, we are a leader in the G-20. We were instrumental in reforming the International Monetary Fund's quota system, together with the other BRIC countries. At the end of the 2009 climate negotiations in Copenhagen, it was Obama, Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva, and the leaders of China, India, and South Africa who came to a final accord. In all these areas, it's already accepted that Brazil is a leader. It is only in the area of peace and security that we are not.
During my eight years as foreign minister, I worked tirelessly to change that. Our strategy was twofold: to try to work within the United Nations, but at the same time to push for reform from the outside. We drew lessons from another big example of recent change to the multilateral system: IMF reform. There would never have been change in the quota system if pressure had come only from within the IMF; it was really the G-20's pushing that provoked the change. Likewise with the United Nations, we can begin some kinds of reforms from the outside, for example by also holding G-20 meetings for foreign rather than just finance ministers. (Now that I am no longer foreign minister, I can say this because I am not pleading on own behalf!) Building these informal groups will help push along change to formal institutions within the United Nations.
Obama's support of India's candidacy for a permanent Security Council seat was a good step. We in Brazil agree with Obama; we have a very close relationship with India. With India, the United States is motivated by its rivalry with China, its interests in Asia, Afghanistan, and so on. But how could you have India and not Brazil? How could you have one more Asian country -- because Japan would probably also have to join if India did -- and not one each from Latin America and Africa? How can you give a prize to a country that decided to go nuclear and deny the same to a country that did not? Brazil could have developed atomic weapons -- we have the capacity to process uranium -- but we chose to write in our Constitution that nuclear energy should be used only for peaceful purposes. We should not be penalized for that.
I know reform will be very difficult. But I also know that it is an absolute must, and it's a must because otherwise the Security Council will grow progressively less relevant. Of course, reform will take time, though maybe not as long as we think. If you had asked me before the financial crisis of 2008 how long it would take for the G-7 to become the G-20, I would have said maybe 10 years. But it took less than one. I hope we don't need to have a similar crisis, this time in the area of security, to provoke the Security Council to act. What's happening today in the Arab world should be a wake-up call: No single country in the world is capable of dealing with this situation; they are not capable of even analyzing it. The more the world listens to others who have good relationships in the region, the more choices and options we will have.
Having lived all these years and seeing so many things change, I do think it's possible. Reforming the global security system is the question of world governance in the coming years. Brazil, for one, is up to the challenge.